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Quando a fofoca é puro boato: pesquisa mostra que quase ninguém se salva na cobertura das celebridades

Kristen Stewart está grávida. Kristen Stewart desmente a gravidez. Notícias como essas são lidas todos os dias na imprensa especializada em celebridades, que carecem tanto de credibilidade quanto Tiririca de lastro político. Para medir a confiabilidade de tabloides e afins, a rede de blogs americanos Gawker fez um levantamento do qual só ficou de fora a revista People, por contar com notícias recebidas diretamente de assessores de imprensa. O resultado é impressionante. No melhor caso, o da revista Us Weekly, 59% das matérias estavam certas. Leia-se: 41% eram barrigas, como se chamam os erros no jornalismo.

No pior dos casos, posição ocupada pela Star, apenas 12% das notícias publicadas no período de vinte meses examinado pela pesquisa se revelaram verdadeiras. Em outras palavras, quase tudo o que foi publicado pela revista britânica era mentira. Especialmente entre as matérias principais: 91% das notícias que passaram pela capa da Star não tinham fundamento e ainda podem enganar leitores nos consultórios de dentista.

Entre a Us Weekly – cuja precisão cai a 35% quando se trata de matérias de capa – e a Star, estão as revistas Life & Style (34% de acerto no geral e 25% na capa), a In Touch (21% e 9%, respectivamente) e a OK! (14% e 7%).

Entre as barrigas mais comuns, estão notícias de gravidez ou adoção, prática na moda entre famosos. Em uma das histórias mais mal cobertas pela imprensa especializada em fofoca – a que envolve os atores Jennifer Aniston, Brad Pitt e Angelina Jolie, por quem Pitt deixou Jennifer -, houve pelo menos duas notícias de gestação, uma de cada atriz.