Perro Libre Tap Room é o bar revelação de Porto Alegre

Com poucos meses de vida, o estabelecimento da descolada cervejaria porto-alegrense é apontado como a melhor novidade da cidade

Aberto no último mês de março, o primeiro bar da marca porto-alegrense Perro Libre surfa, com desenvoltura, a onda das cervejas artesanais. Ali, as bebidas derramadas pelas dez torneiras de chope são servidas pelos próprios clientes, que determinam a quantidade que querem experimentar e pagam de acordo com a dose — o preço de 100 mililitros varia de R$ 3,90 a R$ 7,90. A cervejaria dos sócios Lucas Sperotto, Alberto e Thiago Galbeno produz seis rótulos fixos, e alguns deles costumam estar sempre engatados, caso da IPA, da APA e da Neo Pils, uma “pilsen sem coleira”, mais lupulada que outras do mesmo estilo. A seleção inclui ainda sugestões rotativas de outros produtores, nacionais e estrangeiros. O pagamento, tanto das bebidas quanto das comidas, é feito por meio de um cartão pré-pago que deve ser carregado no caixa ou no site da marca. O cardápio de comes, aliás, é um capítulo à parte e completa a experiência da casa apontada como revelação pelo júri de VEJA COMER & BEBER. Entre um gole e outro, dá para experimentar petiscos de acento andino criados pela chef Monica Galbeno, a mulher de Alberto, que explora suas raízes bolivianas em pedidas como o sanduíche de chola (R$ 24,00). Montado à vista dos clientes, na cozinha incorporada ao salão, ele reúne lascas de pernil suíno marinado com pimenta ají e assado por dez horas com tomate e cebo la-roxa. Para harmonizar com a receita, o menu indica a Perro Libre 803 Black Rye IPA, que lembra uma stout, de coloração escura. 

A fachada, com mesas na varanda, do Perro Libre Tap Room (Romero Cruz/VEJA)

Praça Doutor Maurício Cardoso, 71, Moinhos de Vento, (51) 3557-6241. (40 lugares). 17h/23h30 (sáb. 12h/0h; dom. 14h/20h; fecha seg.). Aberto em 2017.

 

2º Lugar – Josephyna’s

O nome do local, uma mistura de bar de drinques e cafeteria, homenageia uma cachorrinha da raça whippet que pertence aos donos João Martins e Arthur dos Reis e aparece em vários detalhes da decoração. Para bebericar, há criações como o drinque espresso martini, que reúne vodca, expresso e licor de café (R$ 16,00), e clássicos, caso do cosmopolitan, com vodca, licor de laranja, cranberry e limão, batizado ali de cosmophyna (R$ 16,00).

Rua General João Telles, 531, Bom Fim, (51) 99787-7979 (21 lugares). 9h/0h (sáb. e dom. a partir das 14h; fecha seg.). Aberto em 2016.

 

3º Lugar – Workroom

O bar celebra a cultura de drag queens. Além de um DJ que toca pop durante toda a noite, há animadas performances de drag queens a partir das 21h. Os shows variam de dublagens de cenas icônicas da TV ou do cinema a releituras de grandes musicais. Bem coloridos, os drinques seguem a linha festiva, como o valentina, com Jägermeister, Grenadine e suco de limão-siciliano (R$ 21,00). Da cozinha, vai bem o sanduíche mediterrânea, combinação de berinjela, pimentão vermelho, abobrinha, mussarela de búfala e azeite com ervas na ciabatta (R$ 22,00).

Rua Lopo Gonçalves, 364, Cidade Baixa, (51)99308-5850 (70 lugares). 18h/0h (sex e sáb. até 2h; fecha dom. e seg.). Couvert artístico: R$ 15,00 (qua., sex. e sáb., dias de performances). Aberto em 2017.