Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Odair José faz show do novo álbum em São Paulo

Por AE

São Paulo – Odair José, de 63 anos, o eterno ‘terror das empregadas’, ainda era um jovem imberbe quando decidiu mudar-se de Goiás para o Rio de Janeiro. Na capital carioca, assim que desceu na rodoviária, pediu ao taxista para levá-lo ao centro da cidade. “Ele me mostrou a Praça Tiradentes”, lembra o músico. “Minha primeira reação foi de espanto. Estava acostumado com cidade pequena.”

Odair é natural de Morrinhos, a 128 km de Goiânia. Mas é à Praça Tiradentes carioca que o compositor presta homenagem em seu novo disco de inéditas, o 35º da longa carreira, batizado com o nome do local. O último álbum de Odair, “Só Pode Ser Amor”, foi lançado há seis anos. Sexta e sábado, às 21h, o músico se apresenta no Auditório Ibirapuera com o show “Odair José, Popular”, cantando os sucessos do passado e também as novas canções. No repertório, claro, clássicos como “Pare de Tomar a Pílula”, “Vou Tirar Você Desse Lugar” e “Deixe Essa Vergonha de Lado”. “Tenho que tocar essas músicas, senão os fãs reclamam”, justifica ele.

O show desta sexta à noite terá a participação de o Titã Paulo Miklos, que cantará “Sob Controle”. Na apresentação de sábado, será a vez de Zeca Baleiro, interpretando “E Depois Volte Pra Mim”. O repertório também terá espaço para “Vou Sair do Interior”, composta por Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown em homenagem às origens do músico. Seu filho, Odair José Junior, de 28 anos, compôs com o pai “Vida Que Não Para” e ele estará no palco, a cargo do baixo, nos dois shows.

Odair José conta que foi graças à ajuda do amigo Zeca Baleiro que esse novo disco saiu. “Eu sempre compus. Mas sou muito desorganizado. O Zeca me ajudou, me incentivou a tocar o projeto adiante.” Zeca, que também coassina “E Depois Volte Pra Mim”, assumiu a direção artística do trabalho do veterano Odair. “Sem falsa modéstia, acho que a minha música influenciou essa nova geração. Agora são eles que estão me ajudando”, diz ele.

De uns tempos para cá, outro fenômeno observado por Odair é a renovação de seu público. Depois de carregar por décadas o rótulo de cantor brega, o músico agora é considerado, ao lado de músicos como Wando (morto em fevereiro aos 66 anos) como cult. “Não gosto de me prender a rótulo nenhum, mas eu adoro ver a minha plateia cheia de jovens”. Parte dessa renovação se deu, segundo ele, pelo recente redescobrimento de alguns trabalhos que ele considera “mal compreendidos de sua carreira”, como a ópera-rock O Filho de José e Maria. “Eu vendia um milhão de discos na época e, quando lancei esse disco, ninguém entendeu. Ele é bem diferente e vendeu só 60 mil. Acho que agora o pessoal entendeu.” As informações são do Jornal da Tarde.

ODAIR JOSÉ, POPULAR

Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº). Tel. (011) 3629-1075. Sexta e sábado, às 21 horas. Ingresso: R$ 20.