Nova biografia ilumina a obra e a época de Lima Barreto

Biografia escrita pela historiadora Lilia Schwarcz é um retrato vigoroso do escritor negro que fez literatura com o que sofreu na própria pele

Quando aluno na Escola Politénica, no Rio de Janeiro, na virada do século XIX para o XX, Lima Barreto foi convidado a aderir ao grupo de colegas que pretendia pular o muro do Teatro Lírico para assistir de graça à ópera Aída. Lima recusou o convite, pois temia ser preso como “ladrão de galinhas”. Os colegas eram brancos, argumentou – se fossem pegos, contariam com a indulgência das autoridades. “Mas eu? Pobre de mim. Um pretinho. Seria o único a ser preso. Preto que salta muro de noite só pode ser ladrão de galinha”, disse o futuro autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma. O episódio define bem a situação de Lima Barreto, um escritor que viveu nas franjas do meio literário brasileiro e que só seria devidamente reconhecido e consagrado nas décadas depois de sua morte. Crítico acurado da Primeira República, observador sensível dos dramas sociais e étnicos de seu tempo e cronista da vida dos subúrbios cariocas, o escritor foi biografado pela antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz em Lima Barreto – Triste Visionário (Companhia das Letras), livro que também apresenta um panorama vigoroso da época. Resenha assinada por Roberto Pompeu de Toledo dessa recente e já fundamental biografia de um dos maiores escritores brasileiros está em VEJA desta semana.

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Comentários

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  1. Wilson Coral

    Pois é, este Lima Barreto, pelas coisas que li do que ele escreveu não tem nada de grande talento, apenas por agradar os esquerdistas, ele que foi um doente mental, mas que, teve então um viés, como eu disse, esquerdista, por ser um doente mental, se pôs como vítima da sociedade capitalista. Este seria o seu mérito, para á esquerda, bem claro.

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