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No Twitter, Paola Carosella se opõe a Doria por greve geral

Em resposta a tuíte que dizia que o prefeito vai cortar ponto dos funcionários que aderirem à paralisação, chef lembrou a Constituição brasileira

A chef argentina Paola Carosella, uma das juradas do reality culinário MasterChef Brasil, se opôs ao prefeito de São Paulo João Doria Júnior (PSDB) sobre a greve geral, convocada pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência e marcada para esta sexta-feira. Em resposta a um tuíte do jornal O Estado de S.Paulo que afirmava que o prefeito cortará ponto dos funcionários que aderirem à paralisação, Paola citou um artigo da Constituição brasileira: “Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo. Lei Nro 7.783”.

Por causa do tuíte, a chef virou alvo de usuários da rede social que não concordam com a greve. Em uma mensagem grosseira, uma pessoa irrompeu em palavrões e chegou a xingar a argentina, dizendo que ela “vem para o nosso país e quer falar o que é certo e errado”. Paola respondeu: “Boa tarde. Apenas copiei o artigo 1 da Lei. 7.783. É uma lei do teu país”.

Paola continuou respondendo os comentários. “Concordo com a lei. Respeito o direito à greve, mas eu como autônomo tenho meu direito de ir e vir cerceado. E aí? Eles podem fazer isso?”, questionou uma pessoa. “Você tem e os que querem aderir têm. É um dia apenas. Eu nunca aderi a nenhuma greve e sou autônoma. Mas é um direito que deve ser respeitado. Acho”, disse a chef.

“STF já decidiu ser legal cortar ponto. Logo, o Doria está certíssimo. Quer fazer greve? Tem direito. Só não vai receber pra isso”, escreveu outro. “Se é um direito é direito. Assim cortam o mais básico dos direitos cívicos. Uma sociedade sem participação cívica é facilmente manipulada”, respondeu Paola.

Comentários

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  1. Atenção funcionários dessa “chef” de empanadas! Podem fazer um mês de greve que receberão todos os seus salários. A patroa mesma que garantiu !

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  2. Lucia Regina

    Acho que o melhor que faz é ficar na cozinha.
    E sou totalmente contra essa greve. Querem fazer greve? Pois façam no domingo ou no feriado.
    Ninguém vai ser contra. Faz quem quer. O país não pode parar e muito menos bloquear o direito de ir e vir dos cidadãos.
    Espero que seja totalmente aprovada essa Reforma, e acabe com os sindicatos pelegos.

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  3. Isto é paralisação e não é greve. Para quem quer. Não existe proteção para paralisação politica.
    Caso a falta é repetida, o empregador pode demitir o funcionário de forma justificada.

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  4. mas é greve só de esquerda…tem que aceitar?

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  5. Paulo Carrijo

    Em primeiro lugar é vedado a estrangeiros manifestação pública sobre política interna. Quando uma greve é legitima e é aderida pela maioria da população não se faz necessário piquetes e nem bloqueio de avenidas e rodovias com pneus incendiados e nem se faz depredações de patrimônio público e privado. A greve em questão é uma greve política manipulada por sindicatos que serão duramente atingidos em suas prerrogativas e em suas receitas. Por outro lado, greve remunerada é feriado para quem a faz.

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  6. Reginaldo Lopes

    Ninguém está tirando o direito a greve, só que não é justo receber sendo que não trabalhou, simples assim.

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