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Na estreia de ‘O Ditador’, Sacha Baron Cohen ‘ameaça’ o Ocidente

Londres, 10 mai (EFE).- O ator britânico Sacha Baron Cohen deu seu esperado show nesta quinta-feira na estreia mundial do filme ‘O Ditador’, em Londres, onde, em seu papel fictício de general Aladeen, não parou de ‘ameaçar o Ocidente’.

Baron Cohen chegou ao tapete vermelho vestido como o ditador da República de Wadiya, país do qual no filme é o máximo líder, e escoltado por uma dúzia de mulheres militares.

Sob o nublado céu londrino, o general Aladeen se dirigiu a centenas de fãs e meios de comunicação que lhe esperavam no Royal Festival Hall de Londres, onde também brincou sobre os planos de austeridade do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e seu vice-primeiro-ministro, Nick Clegg.

Em declarações à Agência Efe e sempre em seu papel de Aladeen, com medalhas, pistola de ouro e uniforme militar, Baron Cohen louvou e defendeu o trabalho de alguns de seus supostos colegas e assegurou que não entende por que todo mundo critica os ditadores: ‘Só cometemos um pouco de genocídio’, comentou.

‘Perdemos ditadores como Kim Jong-il, Muammar Kadafi e Dick Cheney, Por que todos estão contra nós? Somos a minoria perseguida’, declarou o máximo líder da República de Wadiya.

Ao seu lado desfilaram pelo tapete vermelho outros protagonistas de ‘O Ditador’ como a atriz Anna Faris e o ator Jason Mantzoukas, que disse que trabalhar com Sacha Baron Cohen é ‘muito divertido’ pois se trata de ‘um gênio da comédia’.

‘Quando vão ao cinema, os espectadores poderão esperar um filme divertido, interessante, hilariante e, sobretudo, estúpido’, afirmou Mantzoukas à Efe.

Enquanto os atores atendiam à imprensa, do outro lado das grades ruidosos admiradores agitavam as bandeiras verde e laranja da República de Wadiya.

O diretor do filme, Larry Charles, que também dirigiu Baron Cohen nas comédias ‘Borat’ e ‘Bruno’, explicou que trabalhar com o ator britânico ‘é uma experiência muito espontânea, já que nunca sabe o que vai acontecer’.

Charles espera que os espectadores se divirtam vendo o filme, mas que questionem também os aspectos sérios da produção.

‘As pessoas, hoje em dia, têm que questionar toda autoridade e não aceitar as coisas como são’, ressaltou o diretor. EFE