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Museu austríaco identifica último retrato de Mozart em vida

Instituição pesquisa a verdadeira aparência do compositor para aproximá-lo do público e monta exposição com imagens curiosas do gênio da música

Divulgar a obra e a vida de Mozart (1756-1791) é o principal objetivo dos responsáveis pela International Mozarteum Foundation, instituição situada na cidade natal do compositor, Salzburg, na Áustria. O local promove mostras e concertos especiais e até 14 de abril apresenta Mozart Pictures – Pictures of Mozart, exposição de retratos do músico. A mostra está ligada a outra meta da fundação, a de traçar a aparência real de Mozart para aproximá-lo do público, e levou à descoberta daquela que provavelmente é a última imagem do gênio feita em vida.

Durante a pesquisa para a exposição, que conta com 12 dos 14 retratos oficiais de Mozart, nove do acervo do museu e três emprestados pela instituição, os curadores reconheceram como verdadeira uma pintura acoplada à tampa de uma pequena caixa de marfim onde uma inscrição interna diz: “Johann Mozart, 1783”. A imagem apresenta um homem branco, de cabelo enrolado e olhos escuros. O museu adquiriu a pintura em 1956 e por algum tempo sua procedência foi questionada. Sua origem foi validada agora, por documentos e cartas que indicam que Mozart foi dono da caixa e a deu de presente para um amigo, o escultor Anton Grassi. Seu irmão, Joseph Maria Grassi, pintou a miniatura do rosto de Mozart e a pôs na tampa. A imagem data de 1783, e é a única de seus últimos 10 anos de vida.

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O lado B do gênio

O compositor austríaco entrou para a história com seu talento para compor sinfonias, óperas e concertos. Iniciou como músico da corte de Salzburg e, mais tarde, se mudou para Viena, onde morreu jovem, aos 35 anos. Influenciou artistas como Beethoven e Frederic Chopin. O museu dedicado a ele nasceu a partir de uma iniciativa de moradores da sua cidade natal, em 1841.