Morre o cineasta Andrei Wajda, crítico do comunismo na Polônia

Vítima de uma insuficiência pulmonar aos 90 anos, o diretor denunciou o autoritarismo do regime polonês em filmes como O Homem de Ferro, de 1977

O aclamado diretor de cinema polonês Andrei Wajda morreu neste domingo em Varsóvia, aos 90 anos, em decorrência de uma insuficiência pulmonar, anunciaram os meios de comunicação poloneses. Wajda deixa uma longa lista de filmes célebres, inspirados na turbulenta história de seu país.

Wajda estava internado há vários dias e em coma induzido devido a seus problemas pulmonares.

O diretor ganhou o Oscar no ano 2000 pelo conjunto da obra. Ele tornou-se cineasta após lutar ao lado das forças da Resistência francesa durante a II Guerra Mundial.

Tanto a obra quanto a vida pública de Wajda eram fortemente ligados à política polonesa. Ele chegou a ser senador e a denúncia do autoritarismo vigente no extinto bloco soviético marcou sua obra. A filmografia de Wajda inclui títulos como O Homem de Mármore (1977), uma crítica à Polônia comunista, seguida três anos depois por O Homem de Ferro, que conta, quase em tempo real, a história do Solidariedade, o primeiro sindicato independente do bloco comunista.

(com AFP)