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Max Cavalera é condenado a pagar R$ 50 mil à ex-cunhada

Justiça condenou em primeira instância o músico em caso de processo por danos morais

Max Cavalera, fundador do grupo Sepultura, foi condenado a indenizar sua ex-cunhada Monika Bass Cavalera em um processo por danos morais. Monika, que foi casada com Igor Cavalera, irmão de Max, e chegou a atuar como empresária da banda de heavy metal, entrou na Justiça contra o músico por causa da autobiografia My Bloody Roots, publicada pela editora Agir, parte da Nova Fronteira, em 2013. No livro, Max chama Monika de “piranha”.

A condenação, ainda em primeira instância, demanda do músico e da editora o pagamento conjunto de 50.000 reais a título de danos morais, além de 15% sobre o valor para despesas processuais. Max também foi sentenciado a se retratar publicamente. Monika inicialmente solicitou uma indenização de 1 milhão de reais. Ambas as partes receberam o prazo de 15 dias para recorrer à decisão da 25ª Vara Cível de São Paulo.

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Monika, contudo, ainda não decidiu se vai pedir na Justiça pela alteração do valor. “O dano moral não é mensurável. Não tem como quantificar a dor e o sofrimento. Por isso sugerimos o valor inicial”, diz Marcos Grevy, advogado da empresária. Segundo ele, na primeira tentativa de conciliação foi sugerido retirar o trecho do livro, mas não houve um acordo.

“Nunca fiz nada para merecer isso. Era meu direito responder, especialmente porque ele é tio dos meus filhos”, diz Monika ao site de VEJA. “Como ele é um formador de opinião, então ele precisa pensar antes de falar de outras pessoas. O dano ele já causou. Fui motivo de chacota por parte de músicos com quem eu trabalhei. Teve banda que até encerrou a parceria comigo”, conta.

Até o fechamento desta matéria, nem Max nem a editora se pronunciaram sobre o assunto.