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Lia, capa de junho da Playboy, se recusou a usar burca em ensaio nu

Ela é levemente irritadiça, mais magra do que parece na TV, tem feições menos duras e o coração, mole. À primeira vista, são essas as impressões que passam a ex-BBB10 Lia Khey, capa de junho da Playboy, que conversou exclusivamente com VEJA.com antes da coletiva de imprensa para o lançamento da revista, que aconteceu na manhã desta quarta, em São Paulo.

Ali, ela até chorou ao rever um amigo que não encontrava há tempos. Mas as lágrimas secam assim que sai a pergunta, ainda nos bastidores da coletiva: e você e o Cadu? “Ele é meu amigo de fé e isso é tudo o que eu quero dele”, respondeu – e encerrou o papo. “Estou falando assim com você porque estou nervosa, mas sou muito doce”, havia explicado um pouco ante essa quase brava Lia.

No programa, ficou notória a sua nada leve tensão pré-menstrual, acompanhada de uma admirável franqueza – ela é do tipo que diz o que tem que dizer, doa a quem doer etc. Qual é a sua receita para combater a TPM? “Nenhuma. Não gosto de tomar remédio, não gosto de anti-concepcional. Tentei usar de novo há uns meses e desisti. Eu tomo é chá de sumiço”, emendou – ou seria atirou? “Não quero mais que falem dessa coisa de que tenho TPM. Isso é assunto particular meu do BBB”, continuou ela, ignorando que não há initimidade em um show vigiado por câmeras 24h por dia.

O modo enérgico com que ela fala parece refletir a sua força interior, que ela atribui à história dos pais – ele, um imigrante libanês refugiado de guerra; a mãe, ex-menina de rua. “Passamos dificuldades, a ponto de não termos o que comer. Isso me fez forte”. No ensaio para a Playboy, porém, as 20 fotos publicadas são de uma risonha e sensível Lia, que caminha sobre as dunas de Jericoacoara com poucas peças pretas e acessórios dourados. A produção bem que tentou vestir uma burca na moça, o que ela prontamente recusou. “Meu pai é muçulmano, vai à mesquita. Seria uma provocação. Tem gente que diz, ‘mas e posar nua não é?’. Sim, mas não tem a ver envolver religião neste trabalho”, defendeu-se.

Foram dois dias de foto, em que ela teve de acordar às 4 horas da manhã. Um carcará foi contratado para participar dos cliques. Lia e a fêmea, chamada Íris, se deram muito bem. “Foi fácil. Só que depois ela voou longe, tiveram que correr atrás dela”. A ex-dançarina diz que não fez nada de especial para a sessão. “A marquinha de biquíni eu já tenho, só cuidei da depilação”. O que mais? Repare nos seios da moça. Depois das fotos, ela resolveu colocar mais silicone. Os 300ml que você (quase) vê aqui agora estão 40ml maiores. Por quê? “Porque quis”.