‘La La Land’ é o preferido do público em Toronto

Prêmio é mais um indicador do favoritismo do musical de Damien Chazelle ao Oscar. ‘Queen of Katwe’ e ‘Lion’ ficam em segundo e terceiro, respectivamente

O Festival de Toronto não é competitivo, como Berlim, Cannes e Veneza. Mesmo assim, entrega um prêmio que todo candidato a Oscar que se preze almeja: o da escolha do público. Em cerimônia no início da tarde do domingo, La La Land, de Damien Chazelle, foi anunciado o vencedor da edição deste ano, que se encerra hoje.

A vitória é mais um sinal do favoritismo do musical estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling ao Oscar de melhor filme. Em anos anteriores, filmes escolhidos em Toronto acabaram com o Oscar nas mãos, como 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen, e O Discurso do Rei, de Tom Hooper. Em 2015, o ganhador foi O Quarto de Jack, de Lenny Abrahamson, que concorreu a quatro Oscar (levou o de atriz, para Brie Larson), com Spotlight: Segredos Revelados, de Tom McCarthy, que venceu o Oscar de melhor filme, em segundo. Neste ano, Queen of Katwe, de Mira Nair, ficou em segundo na preferência do público, e Lion, de Garth Davis, em terceiro. Ambos também saem fortes de Toronto.

Entre os filmes da seção Midnight Madness, o favorito do público foi Free Fire, de Ben Wheatley, seguido por Raw, de Julia Ducournau, e The Autopsy of Jane Doe, de André Øvredal.

Entre os documentários, o mais popular foi I Am Not Your Negro, de Raoul Peck, seguido por Before the Flood, de Fisher Stevens, e ABACUS: Small Enough to Jail, de Steve James.

Toronto também entrega alguns outros prêmios, como o Plataforma, dedicado a filmes autorais, que desta vez foi para Jackie, de Pablo Larraín, sobre a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, que tem em Natalie Portman uma das favoritas ao Oscar de atriz. A menção honrosa foi para a coprodução entre Butão e Hong Kong Hema Hema: Sing Me a Song While I Wait, de Khyentse Norbu. O júri era composto pelo cineasta americano Brian De Palma, pelo diretor chadiano Mahamat-Saleh Haroun e pela atriz chinesa Zhang Ziyi.

Jeffrey, da dominicana Yanillys Perez, foi o ganhador do prêmio Dropbox para filmes da seção Discovery.

A Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) elegeu Kati Kati, do queniano Mbithi Masya, como o melhor entre os filmes da mostra Discovery. I Am Not Madame Bovary, do chinês Feng Xiaogang, foi escolhido o melhor das Apresentações Especiais.

Mutants, de Alexandre Dostie, foi o melhor curta-metragem canadense para o júri formado pelos cineastas Abteen Bagheri, dos Estados Unidos, Eva Husson, da França, e Jeff Barnaby, do Canadá. Imago, do filipino Raymund Ribay Gutierrez, foi escolhido o melhor curta-metragem. Anna, da israelense Or Sinai, e The White Helmets, do inglês Orlando von Einsiedel, receberam menções honrosas.

O prêmio Cidade de Toronto para o melhor longa de estreia canadense foi para Old Stone, de Johnny Ma. O troféu Canada Goose para o melhor longa canadense foi para Those Who Make Revolution Halfway Only Dig Their Own Graves, de Mathieu Denis e Simon Lavoie.

O NETPAC para estreias mundiais ou internacionais de filme asiático foi para In Between, da cineasta radicada em Israel Maysaloun Hamoud.