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Jack White, Pharrell e outros shows imperdíveis do Lollapalooza

Autódromo de Interlagos volta a sediar o festival, que pode acontecer debaixo de uma indesejada chuva

O músico Jack White em apresentação no Bonnaroo Music & Arts Festival

O músico Jack White em apresentação no Bonnaroo Music & Arts Festival (VEJA)

O característico line-up indie rock do Lollapalooza, que chega à sua quarta edição no Brasil neste fim de semana, deu espaço este ano para alguns nomes importantes do pop e da música eletrônica. É o caso do produtor musical Pharrell Williams e do DJ Calvin Harris, dois queridinhos das celebridades americanas e reconhecidos especialistas em criar hits.

Quem também ganha destaque neste ano são os roqueiros Jack White e Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, que desembarca por aqui com o grupo Sensational Spaceshifters e pode fazer uma dobradinha com White no palco, como aconteceu há poucos dias na Argentina.

As bandas Bastille, Foster The People e Smashing Pumpkins são outros nomes populares que soltarão a voz nos palcos do festival, que receberá ao todo 54 shows, divididos entre cinco palcos (ver mapa). As mulheres estão bem representadas na programação, com destaque para as alternativas St. Vincent e a brasileira Pitty.

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O Autódromo de Interlagos volta a sediar o evento, que no ano passado teve como base o Jockey Club. Ali, o público se encantou com a bela decoração e o visual panorâmico, mas reclamou das longas distâncias entre um palco e outro, problema que dificilmente terá uma solução na edição deste ano. Quem pretende acompanhar diferentes atrações, em horários próximos, deve rever os planos. Outro problema da edição anterior que a organização do evento precisa solucionar este ano são as grandes filas, causadas em 2014 pelos mais de 130 000 espectadores presentes.

Outro drama previsto para este fim de semana é ditado pela previsão do tempo, que promete frio, vento e chuva. Capas e botas serão bem-vindas, se o festival voltar a se apropriar de um antigo apelido: Lamapalooza.

Confira abaixo as atrações que merecem atenção durante o festival:

Banda do Mar

O casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães partiu de pequenas colaborações, como na música Janta, para a formação do trio batizado de Banda do Mar. Os dois se uniram ao baterista português Fred Ferreira, amigo de Camelo, e em 2014 lançaram o primeiro disco do grupo, que leva o seu nome. A banda tem uma pegada pop e um ritmo que se apoia na infalível dupla guitarra e bateria, que abre para uma maior influência do rock. Algumas faixas lembram os finados Los Hermanos, antiga banda de Camelo. O grupo se apresenta às 13h45, no palco Skol. O show deve durar uma hora. 

St. Vincent

St. Vincent é o nome artístico adotado pela cantora e compositora americana Annie Clark. A música tocada por ela mistura elementos de diferentes gêneros, como o pop e o indie rock atual, passando pelo grunge, com uma pincelada de jazz. Sua apresentação promete ser uma das mais psicodélicas do festival. Fantasioso, seu quinto e mais recente disco, St. Vincent, é um frescor de originalidade no meio indie, o que lhe rendeu o Grammy de melhor álbum alternativo neste ano. Entre os hits esperados para o show, estão Digital Witness, Rattlesnake e Birth in Reverse. A moça se apresenta às 17h do sábado, no palco Axe. 

Robert Plant and the Sensational Spaceshifters

Lenda viva do rock, Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, retorna ao Brasil acompanhado pela banda Sensational Space Shifters. O repertório, contudo, terá diversas canções da antiga banda que marcou a história do rock, como Babe I’m Gonna Leave You, What Is and What Should Never Be e Black Dog. Aos 66 anos, Plant deve mostrar fôlego também com as faixas do trabalho solo, como Little Maggie e Embrace Another Fall. O veterano do rock se apresenta às 18h20, no palco Skol. 

Jack White

Aos 39 anos, Jack White é considerado um dos nomes mais importantes do rock da atualidade. O americano já fez parte de bandas relevantes, como o White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather, além de colaborações com cantores, que vão desde Alicia Keys a Robert Plant. Aliás, os fãs esperam ansiosamente que ele repita a parceria com o ex-integrante do Led Zeppelin, assim como fez no Lollapalooza da Argentina, onde tocou o hit The Lemon Song. A apresentação de White deve contar com canções como Icky Thump, Steady, As She Goes, a clássica Seven Nation Army e os novos sucessos, Lazaretto e Would You Fight for My Love?, ambos do seu último e elogiado álbum solo. O músico se apresenta às 21h15, no palco Skol. 

Bastille

A banda inglesa é um dos principais nomes do pop rock no sábado do Lollapalooza Brasil. Influenciada pelo ritmo eletrônico, o pós-punk e até o nu-metal, Bastille angariou milhares de fãs por todo mundo, e seu principal hit, a canção Pompeii, já soma mais de 200 milhões de visualizações no YouTube. Entre as canções esperadas para o show, estão Laura Palmer, Flaws e Bad Blood. Ao que tudo indica, a segunda voz da banda deve ser o público. O Bastille sobe ao palco Axe às 21h45.

Mombojó

Criatividade é o ponto forte da banda recifense Mombojó. Influenciado por Chico Science e Nação Zumbi, o grupo mescla o manguebeat com o indie rock, entre outros elementos sonoros. A banda passou por um período de baixa em 2007, com a morte de Rafa, que tocava flauta e trombone. A volta por cima veio com o quinto disco da carreia, Alexandre. Destaque para as canções Deixe-se Acreditar e Casa Caiada. A banda nacional se apresenta no domingo, a partir das 13h, no palco Axe. 

Interpol

A banda americana surgiu na onda do indie rock, mas com uma forte influência do pós-punk e inspiração em bandas como o Joy Division e Echo & the Bunnymen. O grupo passou por uma pausa entre 2011 e 2012. O novo disco, El Pintor, veio em 2014, mas não conseguiu as boas críticas dos trabalhos anteriores. Assim, espera-se que o show do grupo no Brasil seja focado nas boas canções dos álbuns anteriores. O Interpol sobe ao palco Skol a partir das 15h25. 

Foster the People

Grandes produtores de hits, os americanos do Foster the People assinaram contrato com a gravadora Columbia Records após a canção Pumped Up Kicks se tornar viral e impregnar as rádios entre 2009 e 2010. A boa mão para criar sucessos é do vocalista Mark Foster, que antes da banda era compositor de jingles comerciais. Entre as canções esperadas para o show no Lollapalooza, estão Call It What You Want, Houdini, Best Friend e Pseudologia Fantastica, do disco Supermodel, novo trabalho da banda, que sobe ao palco Skol às 17h35.  

Pitty

A baiana Pitty reforçou sua reputação no cenário do rock brasileiro em 2014, quando ela, após um período dedicado a projetos paralelos, lançou Setevidas, seu quarto álbum de estúdio. Com um som mais pesado e letras amadurecidas, o disco é uma boa prévia do show que Pitty deve apresentar no Lollapalooza. Entre as canções esperadas no palco, estão Serpente, Lado de Lá e Pequena Morte, além de antigos hits como Na Sua Estante, Equalize e Me Adora. A cantora se apresenta neste domingo, às 17h30, no palco Axe. 

Calvin Harris

O DJ boa praça é dono de diversas parcerias famosas, que vão desde Rita Ora e Ellie Goulding até Florence Welch, cantora do Florence and the Machine. Entre as canções do músico britânico que ganharam o mundo — e devem aparecer no palco do Lollapalooza — estão Summer, Let´s Go e Feel So Close. Harris se apresenta no Onix, a partir das 18h55. 

Pharrell Williams

Pharrell é considerado um dos principais produtores musicais do mundo. Entre os artistas que já gravaram hits assinados pelo músico, estão Britney Spears, Madonna, Jay Z, Mariah Carey, Justin Timberlake, Shakira, Miley Cyrus e Ed Sheeran, entre muitos outros. O rapaz saiu dos bastidores e voltou a pegar o microfone com seu segundo disco de estúdio, G I R L, lançado em 2014. O álbum deve ser o protagonista do show do cantor no Lollapalooza Brasil. Entre as faixas esperadas, estão Marilyn Monroe, Come Get It Bae, It Girl e, claro, o megasucesso Happy. O americano sobe ao palco Skol às 20h15. 

Smashing Pumpkins

Uma das maiores bandas dos anos 1990, o Smashing Pumpkins chega ao Lollapalooza envolto em rumores sobre um possível fim. Quem sugeriu o término da banda foi o próprio vocalista, Billy Corgan, após apresentação em Lima, Peru. Portanto, o show de domingo tem um apelo a mais para os fãs, que devem ouvir sucessos dos álbuns Siamese Dream e Mellon Collie and the Infinite Sadness. Em seu último disco, Monuments to an Elegy, a banda retornou às raízes com um som pesado e melódico. Tonight, Tonight, Disarm, 1979 e Ava Adore são clássicos que tmbém não devem ser deixados de lado pelo grupo na apresentação em São Paulo, às 20h30, no palco Axe.