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Irã bloqueia provedores gratuitos de e-mails

Teerã, 20 fev (EFE).- Os e-mails gratuitos de provedores internacionais como Google, Hotmail e Yahoo, e outras páginas da internet que têm como via de acesso o protocolo https para conexões seguras foram bloqueados nesta segunda-feira no Irã, segundo comprovou a Agência Efe.

O bloqueio acontece poucos dias antes das eleições legislativas do dia 2 de março, que representam uma forte luta pelo poder dentro do regime islâmico.

A medida também coincide com a chegada de uma visita de dois dias de uma missão de alta categoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para tratar com as autoridades sobre o programa nuclear iraniano, que se suspeita ter uma vertente militar.

Além disso, neste domingo Teerã anunciou o corte de provisão de petróleo às empresas da França e Reino Unido em represália pelas novas sanções financeiras e petrolíferas da União Europeia ao Irã, o que pode aumentar a tensão internacional.

Entre 9 e 13 de fevereiro, essas páginas da internet também estiveram bloqueadas no Irã, onde, segundo a imprensa local, cerca de 30 milhões de usuários foram afetados durante três dias e ficaram sem acesso a provedores de e-mail.

Esse bloqueio aconteceu enquanto no dia 11 de fevereiro era comemorado o 33º aniversário da Revolução Islâmica, liderada pelo aiatolá Ruholla Jomeini, que derrubou o xá da Pérsia, Mohamad Reza Palevi.

A data também marcava um ano da prisão domiciliar dos dirigentes reformistas islâmicos e líderes do Movimento Verde iraniano Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi, que tacharam como fraudulentas as eleições presidenciais de 2009 nas quais o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, venceu oficialmente.

Um grande número de páginas na internet estão censuradas pelas autoridades iranianas, entre elas as de muitos veículos da imprensa estrangeira e também de grupos sociais e políticos, tanto iranianos como de outros países, que o Governo de Teerã vê como hostis.

Outras páginas não podem ser consultadas porque as autoridades consideram que atacam a estrita moral da República Islâmica ou porque em seu endereço na internet usa palavras que os censores iranianos classificam como perigosas.

As redes sociais, especialmente o Facebook, e inclusive as versões do buscador Google, exceto o google.com, também estão bloqueadas. O mesmo acontece com os blogs, seja qual for sua origem ou o tema que tratem. EFE