Tom Hanks promove filme e gonga Trump: ‘Inferno é a ignorância’

Em 'Inferno', o ator volta como o professor de Simbologia Robert Langdon, depois de 'Código Da Vinci' (2006) e 'Anjos e Demônios' (2009)

Com um tom político, o astro do cinema americano Tom Hanks declarou nesta quinta-feira, na Itália, que a ignorância é o maior perigo para a humanidade, no que soou como alfinetada em Donald Trump. “Estamos em uma encruzilhada na nossa história. O mundo muda. A gente vê isso com o que acontece no Oriente Médio há cinco anos”, comentou o ator, em entrevista coletiva organizada no majestoso Salão dos Quinhentos do Palazzo Vecchio, locação de várias cenas do filme Inferno, apresentado em pré-estreia mundial em Florença no útlimo sábado.

“Pode ser que alguns países respondam de maneira simplista a problemas muito complexos”, acrescentou o ator, ganhador de dois Oscars. A seu lado, estavam o diretor Ron Howard, os atores Omar Sy, Felicity Jones e Irrfan Khan, e o escritor Dan Brown, autor do best-seller que inspirou Inferno. “O caos parece dominar o mundo, mas, de fato, se você olhar a história, ou ler os livros de Dan Brown, vai perceber que o mundo com frequência se encontrou nessa encruzilhada, em que era preciso aprender a viver uns com os outros”, acrescentou Hanks.

“Dan Brown nos conta um inferno criado na Terra. Dante, ele, descreve um lugar bem específico, mas o científico terrorista do filme nos diz que somos nós que criamos nosso próprio inferno, os problemas ambientais, as pessoas escravizadas… Criamos o inferno para uma outra parte da humanidade”, explicou Tom Hanks.

Em Inferno, o ator volta à telona como o professor de Simbologia Robert Langdon, depois de Código Da Vinci (2006) e Anjos e Demônios (2009). Nos Estados Unidos, o lançamento é em 28 de outubro.

(Com agência France-Presse)