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Homenagem a Richard Brooks

Por AE

São Paulo (AE) – Completam-se, nesta sexta-feira, 100 anos do nascimento de um dos grandes de Hollywood – Richard Brooks. Ele nasceu em 18 de maio de 1912, morreu em 1992, aos 80 anos. Quando isso ocorreu, já dera por encerrada sua carreira, numa Hollywood que privilegiava os efeitos.

Brooks, o cineasta da segunda chance, pautou-se sempre pelo humanismo. Há uma lenda de que ele, nos sets, era tão atencioso com seus atores e técnicos que não gritava “Corta!” – era sempre “Obrigado”.

Filho de um judeu irlandês, Brooks começou no jornalismo esportivo. Virou romancista e roteirista. Nunca adaptou os próprios romances – e um deles virou um filme cultuado de Edward Dmytryk, Rancor, Crossfire, sobre soldados que assassinam um colega, por preconceito. A abordagem da homossexualidade foi considerada ousada demais numa Hollywood marcada pelo puritanismo e o tema foi substituído pelo antissemitismo.

Como diretor, Brooks realizou um dos primeiros filmes sobre a chamada �juventude transviada�, enriquecendo sua trilha com rock, Bill Haley e Seus Cometas. O filme era The Blackboard Jungle, Sementes da Violência, com Glenn Ford como professor de uma turma de desajustados.

Brooks tinha condições de escrever – inventando – os próprios roteiros, mas foi, como poucos, na Hollywood dos anos 1950 e 60, um adaptador. De Scott Fitzgerald a Truman Capote, passando por Dostoievski, Sinclair Lewis, Tennessee Williams e Joseph Conrad, ele se baseou em romances de peças de teatro para esculpir uma obra que, no limite, foi engajada, duplamente. Os temas sociais lhe interessavam, mas o cinema de Brooks privilegia o indivíduo, mesmo quando ele se envolve em epopeias de grupos, como os heróis de Lord Jim e Os Profissionais. O homem, segundo Brooks, está sempre querendo se redimir de suas falhas (pecados?) por meio de um renascimento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.