Helen Mirren compara drama ‘A Dama Dourada’ à situação na Síria

No longa que estreia nesta quinta-feira, atriz vive Maria Altmann, mulher que enfrentou a Áustria para recuperar obras de arte roubadas pelos nazistas

O filme A Dama Dourada, que estreia nesta quinta-feira, conta a incrível história real de Maria Altmann, uma mulher que processou seu país de origem, a Áustria, para reaver obras de arte roubadas de sua família durante a ascensão do nazismo. E venceu. Para a atriz britânica Helen Mirren, que vive a personagem no longa, embora trate de um problema ocorrido em 1938, o drama retrata uma situação ainda recorrente: a de refugiados que são obrigados a deixar seus bens e países para trás, em busca da sobrevivência — é o que hoje se vê, por exemplo, na Síria. Maria Altmann, sua personagem, migrou com parentes para os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. “Está acontecendo agora e eu considero essencial nós nos lembrarmos constantemente dos perigos de certos tipos de políticas e crenças”, disse a atriz em entrevista à produção do filme.

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O filme mostra como a família de Maria Altmann teve a casa invadida por um grupo de agentes nazistas e seu violoncelo Stradivarius, bem como sua coleção de arte, que contava com cinco quadros do austríaco Gustav Klimt, roubados. Ela fugiu para Los Angeles, onde mais tarde começaria uma longa busca, ao lado de um jovem advogado (Ryan Reynolds), para recuperar os itens furtados. Randol Schoenberg, o jovem advogado, abriu processo contra a Áustria para reaver as obras de Maria. Uma delas, a que dá nome ao filme, é um retrato de sua tia, Adele, feito por Klimt com pó de ouro.

A trama se baseia em fatos reais e mostra a perda de posses da personagem por conta da guerra, o que gerou a comparação de Helen, já que a situação de imposição ideológica e por força na Síria tem feito as vítimas da guerra civil deixarem suas casas e objetos valiosos.

Confira abaixo o que disse Helen Mirren, bem como depoimentos do ator Ryan Reynolds e do diretor Simon Curtis: