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Hábito de ler cresce no Brasil, indica pesquisa

O país conta com 104,7 milhões de leitores em sua população, segundo a quarta edição do estudo Retratos da Leitura no Brasil

O hábito de ler cresceu entre os brasileiros,segundo a quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil,cujo balanço foi divulgado nesta quarta-feira. O país conta com 56% de leitores em sua população (104,7 milhões de leitores, portanto), um crescimento de seis pontos porcentuais em relação aos resultados da terceira edição do estudo, feito em 2011, quando esse número era de 50%. Foram considerados leitores as pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores ao período da coleta dos dados, entre novembro e dezembro de 2015.

A diferença entre o número de leitores do sexo feminino e masculino diminuiu: em 2011, 54% das mulheres entrevistadas se consideravam leitoras, número que agora é de 59%. Entre os homens, 44% dos entrevistados se diziam leitores em 2011 e, em 2015, esse porcentual aumentou para 52%.

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A pesquisa foi encomendada ao Ibope pelo Instituto Pró-Livro (IPL), com o apoio da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Foram entrevistadas mais de 5.000 pessoas nas cinco regiões do país.

Em média, os entrevistados disseram ter lido 2,54 livros nos três meses anteriores à enquete, sendo 1,06 do começo ao fim. Entre os que têm o hábito da leitura, a média é de 4,54 livros no período, com 1,91 volume inteiro.

Preferências – Entre os leitores, 42% disseram ter o hábito de ler a Bíblia. Em seguida, entre as leituras frequentes, aparecem outros livros religiosos, os contos e os romances, com 22% da preferência do público. Os livros didáticos são habituais para 16% da população e os infantis, para 15%.

As bibliotecas ganharam espaço como local de leitura. Em 2007 e 2011, esses locais eram usados por 12% dos leitores. Na nova versão da pesquisa, referente a 2015, 19% dos entrevistados que costumam ler disseram frequentar a biblioteca.

Apesar de 77% dos leitores terem dito que gostariam de ter lido mais, 43% disseram que não o fizeram por falta de tempo. Entre os que não têm o hábito da leitura, 32% alegaram a mesma razão para não se aproximar dos livros. Outros 28% disseram simplesmente que não gostam de ler e 13%, que não têm paciência.

O porcentual das pessoas que disseram não ter problemas para ler caiu de 48%, em 2007, e 43%, em 2011, para 33%, em 2015. Entre os que têm dificuldades, a limitação com maior número de menções é a falta de paciência (24%). Em seguida estão os acreditam que leem muito devagar (20%) e os que têm problemas de visão (17%).

Os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estavam sendo lidos na época da coleta de dados foram: Bíblia, Diário de um Banana, Casamento Blindado, A Culpa É das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém É de Ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Muito Mais que Cinco Minutos, Philia e A Única Esperança.

(Com Agência Brasil)