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Gravadora tira todas as músicas de Taylor Swift do Spotify

Taylor Swift pode ser uma grande vendedora de discos — ela é a aposta da indústria fonográfica americana para sair do sufoco neste ano –, mas não quer saber de disponibilizar música de graça, não. Nem mesmo via streaming, tecnologia que não permite baixar as faixas. Nesta segunda-feira, apenas uma semana depois de ter lançado nos Estados Unidos 1989, seu quinto disco de estúdio e primeiro álbum pop, a cantora retirou todo o seu catálogo do Spotify, serviço que é como um Netflix musical, mas gratuito.

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Não apenas uma porção de fãs ficou inconsolável, mas também o próprio Spotify. “Esperamos que Taylor mude de ideia e se junte a nós na construção de uma nova economia da música, que seja interessante para todos”, diz nota publicada no site americano. “Taylor, há 40 milhões de usuários que querem que você fique, fique, fique”, continua o texto, fazendo referência à música Stay, Stay, Stay, da cantora. “É uma história de amor, baby. Você não vê? Você já pertence ao Spotify.”

O apelo do Spotify faz sentido. A decisão, que certamente passou por Taylor, foi tomada por sua gravadora, a Big Machine. E a cantora é conhecida como a mais fofa e generosa do showbiz americano, apontada por dois anos seguidos como a celebridade mais caridosa pela revista Forbes. Será que a generosidade de Taylor Swift vai dar as caras agora?

De acordo com a revista Billboard, porém, há interesses comerciais em jogo, o que, ao menos por enquanto, dificulta o retorno de Taylor ao Spotify. Os donos da Big Machine estão negociando a venda da gravadora por um valor mais que interessante, e tirar do ar as músicas da cantora, que já estariam em 19 milhões de playlists, seria uma forma de dourar a pílula.