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Familiares, colegas e amigos lamentam a morte de Antônio Abujamra

A morte do ator e diretor Antônio Abujamra, vítima de enfarte na manhã desta terça-feira enquanto dormia em sua casa, em São Paulo, foi lamentada por diversos colegas do teatro e da TV, e por amigos e familiares.

O Palácio do Planalto emitiu nota oficial assinada pela presidente Dilma Rousseff. “Quero expressar meu pesar pela morte do ator, diretor e produtor cultural Antônio Abujamra. Minha solidariedade à família, aos amigos e à comunidade teatral, diante da enorme relevância de Antônio Abujamra para as artes em nosso país”, diz o texto.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou o caráter provocador de Abujamra. “‘Caminhando no incerto e idolatrando a dúvida’, Antônio Abujamra deixou um importante legado cultural ao país como ator, diretor e apresentador de TV. Compartilho meus sentimentos nesta hora com todos os seus familiares, amigos e fãs”, disse em nota.

O cineasta Ugo Giorgetti, que o dirigiu em Festa, lembrou dos tempos do Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, e da amizade de ambos. “Um grande amigo, uma pessoa com quem eu trabalhei muitas vezes. Fomos sócios no TBC, tocamos o teatro juntos. Uma pessoa muito amiga, uma pessoa inquieta, um artista sempre em busca de novidades, de caminhos novos, coisas que saíssem do lugar comum. Ele era uma anti-lugar comum”, disse Giorgetti.

Para Iara Jamra, atriz e prima do ator, ele foi “um homem muito especial para todos nós, vai deixar para o Brasil uma grande lembrança”. “Um homem forte, genial. Vai deixar uma parte da cultura desfalcada. Mas eu acho que ele vai em paz. Estava sofrendo muito com a morte da esposa no ano passado, então estava muito triste. Vai em paz e que a gente guarde ele para sempre. Foi um grande homem”, disse.

“Uma tristeza”, foi assim que expressou Aderbal Freire-Filho, diretor teatral. “O Abujamra é o cara, ele participou e liderou a geração que mudou o teatro brasileiro. É da primeira geração de diretores brasileiros arrojados, inteligentes, cultos, inventivos. O Abu é o nosso mestre. Um grande mestre. Ele atravessa um período importante da história do teatro, esse período que vai de quando ele começa até agora, hoje. É um período de reinvenção do teatro, ele é um desses inventores. Ele simboliza um momento importante do teatro brasileiro.”

(Com Estadão Conteúdo)