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Discoteca caipira

A novela Paraíso, da TV Globo, é uma vitrine luminosa para os artistas sertanejos. Sua trilha sonora já vendeu horrores – e até a família do autor lucra. Há três semanas, o folhetim exibiu um beijaço de 45 segundos entre o peão Zeca Diabo (Eriberto Leão) e sua amada Santinha (Nathália Dill). O primeiro amasso do casal rendeu um pico de ibope e teve outro efeito colateral: as rádios do país passaram a martelar a música-tema do casal, da até então desconhecida Paula Fernandes.

A balada Jeito de Mato tem versos medonhos como “dorme serena no sereno e sonha”. As novelas de Benedito Ruy Barbosa, de temática rural, são sempre aguardadas com ansiedade pelo mercado sertanejo.

Mas Paraíso está saindo melhor do que a encomenda para essa turma. Lançada em maio, a trilha sonora do folhetim está na marca de 106.000 cópias vendidas – o triplo do que os discos de novelas das 6 costumam atingir e mais do que qualquer um dos cinco CDs atualmente à venda da novela das 8.

O músico Marcelo Barbosa, um dos filhos de Bendito, produziu várias faixas e é o compositor de oito canções das trilhas (interpretadas por diferentes nomes). “A cada novela do papai, tenho que mudar meu celular. Uns 300 artistas me procuraram para oferecer suas músicas para Paraíso“, diz ele.

Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes).