Diretor de ‘Transformers’: ‘Críticos são os maiores desmancha prazeres do mundo’

No Rio para o lançamento mundial do filme, Michael Bay diz que escolha do Brasil se deve ao fato de o país ser um dos mercados que mais crescem no mundo

“Eu sou da velha escola, não gostava de 3D. Mas David Spielberg (produtor do filme) me convenceu. Também conversei muito com James Cameron sobre o assunto. Acabei achando muito divertido. Gasta-se mais tempo para gravar, mas conseguimos apresentar uma experiência em 3D de primeira classe”, diz Michael Bay

Com os holofotes cada vez mais voltados em sua direção no noticiário internacional, o Rio de Janeiro mostra que não servirá apenas como cenário para grandes produções de cinema. Com Transformers: O Lado Oculto da Lua, uma mega produção 195 milhões de dólares, a cidade pode se firmar como um bom local para campanhas de lançamento de blockbusters. O terceiro filme da franquia sobre robôs gigantes alienígenas que se transformam em carros teve em solo carioca a sua primeira exibição mundial para a imprensa, neste domingo, no Cinépolis Lagoon, na Lagoa. Mas nesse caso, o Rio está apenas se beneficiando de um feito nacional. “Viemos mostrar o filme primeiro aqui porque o Brasil é um dos mercados cinematográficos que mais crescem no mundo. Assim como a Rússia, para onde estamos indo hoje para fazer a première mundial”, explicou o diretor Michael Bay na entrevista coletiva que deu nesta segunda-feira, dia 20, no hotel Copacabana Palace, ao lado dos atores Josh Duhamel e Rosie Huntington-Whiteley.

Boa parte dos cariocas torce para que nomes consagrados como Woody Allen aceitem os planos de empresários e da Prefeitura para filmar na cidade. Mas são as megaproduções que vêm ajudando as bilheterias do Brasil a chamar a atenção dos executivos de Hollywood, cada vez mais de olho no mercado internacional, no qual faturam mais do que em seu próprio país. A expectativa é que o novo Transformers, que tem estreia prevista para 1 de julho no Brasil, seja mais um dos blockbusters a faturar bem em todo o mundo, como fez o filme anterior. “Transformers: A Vingança dos Derrotados” estreou em 2009 como a segunda maior arrecadação americana de todos os tempos, com US$ 60,6 milhões, e no Brasil chegou liderando a bilheteria. Curiosamente, o filme foi um fracasso de crítica, sendo também atacado pelos fãs de Transformers, formados na década de 80, com o desenho animado, as histórias em quadrinhos e os brinquedos. Mas a avaliação que o segundo filme teve não chega a ser um problema para Michael Bay.

“Os críticos estão sempre pegando no meu pé. Mas eu faço filmes para a platéia. A série Transformers é de filmes de verão. Os críticos são os grandes desmancha-prazeres do mundo!”, brinca Bay. Mas o diretor faz um mea culpa sobre o último filme, admitindo que podia ser melhor. “Estávamos perto de uma greve de roteiristas, foi tudo corrido demais. O roteiro ficou cheio de tramas em vários níveis. Foi difícil filmar daquele jeito. Eu queria muito fazer do terceiro filme algo melhor. Acho que o público vai gostar mais deste, porque a trama está mais clara”, diz Bay.

“Foi um grande desafio estrear logo em um filme de Michael Bay, que exige tanto fisicamente dos atores. Depois que ele me convidou a fazer testes para o filme, fiquei chocada ao saber que ele me queria para o papel feminino principal. Demorei uns dias para aceitar, porque sabia que com isso minha vida iria mudar muito”, conta Rosie, eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista “Maxim”. Mas Rosie parece ter os pés no chão ao falar de seu futuro como atriz. “Não sei se daqui a alguns anos vou querer fazer um drama, é tudo muito novo ainda, só estou atuando há cerca de um ano. Eu não me levo muito a sério. Quero fazer filmes de ação e comédia”, diz Rosie, já em negociações para um segundo filme, mas sem poder revelar do que se trata.

Em outro momento da carreira, o ator Josh Duhamel vai um pouco além de elogiar a franquia da qual está participando pela terceira vez, como o militar William Lennox. “Eu gosto muito de participar desses filmes, especialmente deste terceiro. Mas é bom participar de tramas em que a gente não se sinta inibido pelos grandes estúdios. Eu quero mostrar que posso atuar em papéis diferentes, não apenas em Transformers e comédias românticas. Preciso provar que faço mais do que as pessoas esperam”, diz Josh. Casado com a cantora Fergie, do Black Eyed Peas, o ator diz que não gosta muito do mundo das celebridades. “Eu gosto de ser ator, mas essa parte do estrelato não é para mim, não é por isso que estou na carreira. Não que eu tenha algo contra. A Fergie, por exemplo, nasceu para isso, adora os holofotes, passa o dia inteiro cantando e dançando. Mas eu prefiro ficar na minha”, diz o ator que vai participar do longa “Fire with fire”, do pouco conhecido diretor David Barrett, no papel de um homem que entra em um programa de proteção a testemunhas. “Preciso correr riscos, porque Oliver Stone não vai bater na minha porta oferecendo um papel”, argumenta.

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