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Descoberto o que seria o único retrato de Shakespeare feito em vida

Imagem estampa uma página de um livro de botânica do século XVI

William Shakespeare

William Shakespeare (VEJA)

Uma pequena gravura sem cores de um homem barbudo e de cabelos volumosos, estampada na primeira página de um livro de botânica do século XVI, seria a única imagem conhecida feita em vida do dramaturgo William Shakespeare. É o que alega o botânico e historiador britânico Mark Griffiths, que encontrou o retrato há cinco anos e vem estudando-o durante todo esse tempo, em que se dedicou a decifrar um código da dinastia Tudor usado na obra para autenticar a identidade do bardo. Shakespeare teria 33 anos à época do retrato e viveria o seu auge — a imagem teria sido feita depois da peça Sonhos de uma Noite de Verão e um pouco antes de Hamlet.

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O livro em que a imagem está estampada se chama The Herball or Generall Historie of Plantes (algo como ‘As Ervas ou História Geral das Plantas’) e foi publicado em 1598 pelo horticultor John Gerard. Como um desses livros para colorir que fazem sucesso hoje entre adultos, o volume traz diversas gravuras decorativas, entre flores e símbolos diversos, em meio aos quais aparecem quatro figuras masculinas: o autor, Gerard, o renomado botânico holandês Rembert Dodoens, o tesoureiro da rainha Elizabeth, Lord Burghley, e um quarto homem, que veio a ser identificado como o bardo.

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“No começo, eu tive dificuldade de acreditar que alguém tão famoso, tão universalmente conhecido, pudesse ter ficado tanto tempo escondido em um livro”, disse Griffiths, o descobridor, que precisou desvendar um elaborado código Tudor de enigmas, motivos heráldicos e flores para verificar a identidade do dramaturgo. Entre os elementos que indicariam que aquele retrato é mesmo de Shakespeare, o historiador destaca as plantas que estão com ele: um tipo de lírio e uma espiga de milho doce, que fariam alusão ao primeiro poema e peça impressa do autor — Vênus e Adonis (1593) e Titus Andronicus (1594). A solução de outros pequenos enigmas relativos à imagem teriam dado ao historiador a certeza de quem se tratava.

À época da descoberta, Griffiths procurou o americano Edward Wilson, historiador emérito de Oxford, que o aconselhou a “tentar provar que aquele não era Shakespeare”. O método científico seria o mais confiável: se falhasse na tarefa, Griffiths teria certeza de que tinha mesmo em mãos um retrato do bardo. “Essa é a contribuição mais importante a ser feita para o conhecimento que há sobre Shakespeare em gerações”, teria lhe dito Wilson.

O achado foi revelado pela revista inglesa Country Life, da qual Griffiths é colaborador. Para o editor da publicação, Mark Hedges, trata-se da “descoberta literária do século”. “Esta é a única imagem verificada de Shakespeare feita em vida. Até hoje, ninguém sabia que rosto ele teria em vida”, diz ele, em matéria da revista. E até aqui, vale lembrar, as únicas imagens identificadas como de Shakespeare são uma gravura presente em uma reunião completa de sua obra e um monumento na igreja da Santíssima Trindade (Holy Trinity Church) em Stratford-upon-Avon, ambos feitos após sua morte.

‘Planeta Proibido’ (1956)

Em vez de a ilha de A Tempestade, de William Shakespeare, o lugar deserto e desconhecido a ser explorado é um novo planeta no filme inspirado pela peça de teatro. Dirigido por Fred M. Wilcox, o longa apresenta Morbius (Walter Pidgeon), um cientista que parte da Terra em uma nave espacial em companhia de sua filha, Altaira (Anne Francis), personagens que lembram o duque de Milão, Próspero, e sua filha, Miranda, da peça de Shakespeare. 

‘Amor, Sublime Amor’ (1961)

Inspirado em Romeu e Julieta, o filme de Jerome Robbins e Robert Wise vencedor do Oscar de 1962 põe a história de amor entre jovens no meio da guerra entre gangues de Nova York. Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer) são filhos de famílias rivais que dominam a cidade americana. 

‘Garotos de Programa’ (1991)

O filme de Gus Van Sant é inspirada na peças Henrique IV e Henrique V, sobre os dois monarcas ingleses que governaram entre os séculos XIV e XV. Keanu Reeves interpreta Scott Favor, versão moderna do príncipe Hal, que se tornaria Henrique V. River Phoenix dá vida a Mike Waters, versão do fiel companheiro do príncipe, Poins. 

‘O Rei Leão’ (1994)

Baseado na peça dramática Hamlet, uma das mais conhecidas de William Shakespeare, a animação lançada pela Disney em 1994 e dirigida por Roger Allers e Rob Minkoffé é inspirada na história do famoso príncipe da Dinamarca. O pequeno leão Simba perde o pai, o rei Mufasa, após um ataque de hienas encomendado por seu tio, Scar, que pretende ocupar o lugar do irmão como rei. O mote é o mesmo da história de Hamlet, cujo pai foi envenenado pelo irmão, Cláudio. 

‘Romeu + Julieta’ (1996)

Como o nome deixa claro, o filme de Baz Luhrmann é um ponto de vista contemporâneo do clássico de Shakespeare sobre a impossibilidade do amor entre dois jovens de famílias rivais. Na cidade italiana de Verona, Romeu (Leonardo DiCaprio) e Julieta (Claire Danes) se apaixonam, mas encontram resistência de seus pais para que possam levar o romance adiante. 

’10 Coisas que Eu Odeio em Você’ (1999)

O longa dirigido por Gil Junger é baseado na peça A Megera Domada, sobre Catarina, uma moça rebelde, difícil de ser controlada pela família e por seu pretendente, Petrúquio. No filme, o bad boy Patrick Verona (Heath Ledger) é escalado para convidar a arisca Kat Stratford (Julia Stiles) para sair, após receber o desafio – e o pagamento – do endinheirado Joey Donner, que quer se aproximar da irmã de Kat. 

‘Jogo de Intrigas’ (2001)

Baseado no drama Otelo, o longa de Tim Blake Nelson ambienta a história de ciúme de Otelo, Desdêmona e Iago nas quadras de basquete e nos corredores do ensino médio americano. Odin James assume o papel principal como o único jogador de basquete negro da escola, sendo invejado por seus colegas por seu talento no esporte e pela beleza de sua namorada, Desi. A crise entre o rapaz e os colegas atinge seu ponto máximo quando James é elogiado pelo técnico do time, Duke Goulding, o que provoca a ira de seu filho, Hugo, que se responsabiliza por um plano para derrubar a estrela da equipe. 

‘Volta Por Cima’ (2001)

A comédia romântica de Tommy O’Haver é inspirada pela peça Sonho de uma Noite de Verão, uma história sobre as idas e vindas do amor entre jovens, representados por Berke (Ben Foster), Kelly (Kirsten Dunst) e Allison (Melissa Sagemiller) no longa e por Lisandro, Hérmia, Lisandro e Helena na peça de Shakespeare. 

‘Alguém para Eva’ (2003)

Outro filme que faz uma releitura de A Megera Domada. Alguém para Eva, de Gary Hardwick, apresenta Eva (Gabrielle Union), uma moça que não fica satisfeita com nenhum de seus pretendentes, espantando-os com sua atitude agressiva. Seus cunhados decidem planejar um encontro entre Eva e Ray Adams (LL Cool J), convocado para amolecer o coração da moça.

‘Ela é o Cara’ (2006)

A peça Noite de Reis é a inspiração para a comédia romântica dirigida por Andy Fickman. No texto de William Shakespeare, Viola sobrevive após um naufrágio, no qual acredita ter perdido seu irmão gêmeo, e se disfarça de homem, adotando o nome de Cesário. No filme, Viola (Amanda Bynes) se finge de homem e começa a frequentar a escola de seu irmão, que decidiu escapar das aulas por algumas semanas.