De carona em ‘VIPs’: seis ilustres trapaceiros – alguns deles foram até parar no cinema

O estelionatário Marcelo Nascimento inspirou o filme VIPs, de Toniko Melo, lançado neste domingo (26) no Festival de Cinema do Rio, interpretado por Wagner Moura. Marcelo enganou meio mundo de celebridades brasileiras ao se passar por dono de uma companhia aérea, em 2001, e entrou para o rol dos grandes trambiqueiros da história. Ele não foi o primeiro – nem o último. Veja abaixo outros “colegas”; alguns até tiveram suas histórias levadas para a telona. Conheça-os abaixo.

Frank Abagnale (1948-)

Trapaceiro que inspirou o filme Prenda-me se For Capaz (2002), iniciou a “carreira” aos 17 anos, falsificando cheques. Depois dos cheques, as identidades e os disfarces de médico, advogado e até piloto de avião. Foi preso pela polícia francesa em 1969 e ficou cinco anos na cadeia. Foi solto depois de um acordo para ajudar o governo americano na luta contra falsários.

George C. Parker (1870-1936)

Ela vendia, pois é, a Estátua da Liberdade e outros cartões postais da cidade com a promessa de que o novo dono enriqueceria com a venda de ingressos para as atrações. Os compradores só descobriam o golpe quando tentavam cobrar os ingressos e eram detidos pela polícia.

Victor Lustig (1890-1947)

Lustig enganava até outros golpistas, vendendo máquinas de falsificar dinheiro fajutas. A sua maior “obra” foi vender a Torre Eiffel. Dizendo-se representante do governo francês e alegando que conseguia arcar com os custos de manutenção da estrutura, ele vendeu a um sucateiro o cartão-postal parisiense.

Artur Virgílio Alves Reis (1896-1955)

Mentor da maior falsificação de dinheiro da história. Em vez de criar o dinheiro em máquinas, se fez passar por um representante do Banco de Portugal e encomendou 200 mil notas de 500 escudos para a gráfica inglesa que fazia o serviço. Foi preso e ficou 15 anos na cadeia.

Joseph Weil (1875-1976)

Weil trabalhava no setor de cobranças de uma empresa e passou a extorquir os colegas que ele descobriu que estavam desviando dinheiro. Inspirou o filme Um Golpe de Mestre, de 1973. Num de seus golpes, chegou a construir um banco de mentira e a escalar atrizes para convencer sua vítima de que a história era real.

Christophe Rocancourt (1967-)

Se passou por Christopher Rockfeller, herdeiro do ricaço americano e enganou meio mundo da alta sociedade americana. A trapaça veio à tona quando numa degustação de vinhos, Rocancourt disse que estava bebendo um fino Bordeaux, na verdade um vinho barato. A desconfiança dos presentes o levou para a cadeia em 2001.