Consumo de música por streaming volta a crescer

Número de assinantes dos serviços de música por streaming chegou a 112 milhões no mundo inteiro apenas no ano passado

O consumo de música por streaming voltou a crescer em 2016 e se consolidou no mercado fonográfico. Segundo o relatório anual divulgado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), o número de assinantes dos serviços de música por streaming (Spotify, Deezer, Google Play, Apple Music e Napster) chegou a 112 milhões no mundo inteiro apenas no ano passado e o consumo de músicas pela plataforma, medido em cliques e “visualizações”. Só no Brasil, o consumo de streaming cresceu 52,4% no ano passado

Ainda de acordo com o relatório, o mercado de música gravada no Brasil, após quase três anos de crescimento, voltou a sofrer queda de 2,8%, influenciado pelo declínio nas vendas de CDs e DVDs musicais, cujo mercado varejista demonstra sentir com mais força os efeitos da crise econômica do país. O segmento digital, entretanto, caminha no sentido contrário.

Segundo o presidente da Pro-Musica Brasil, Paulo Rosa, o streaming já é o principal modelo de distribuição de música do setor fonográfico. “Acontece no Brasil exatamente o que vem ocorrendo em quase todos os mercados do mundo: crescimento significativo de assinantes de plataformas de streaming de áudio, combinando com elevação, embora num ritmo mais lento, das receitas com publicidade originadas em plataformas de streaming de áudio e vídeo. O mercado brasileiro de música já é predominantemente digital”, afirma Paulo.

As receitas do segmento digital correspondem a 49% do total do mercado fonográfico, informou também o relatório. “Se consideramos apenas o mercado físico (CDs, DVDs, vinil) comparado ao digital (streaming, downloads etc), a proporção é de 22,8% para o físico e 77,2% para o digital”, conclui Paulo.

(Com Estadão Conteúdo)