Botecos em Porto Alegre que valem a visita

Confira a lista com os melhores os melhores endereços da categoria

O roteiro a seguir, com 19 estabelecimentos, integra a edição digital de VEJA COMER & BEBER PORTO ALEGRE 2017/2018:

 

Bar Chopp Tuim – Eleito pelo júri o melhor boteco de Porto Alegre

Em funcionamento há mais de 75 anos, este bar incrustado no Centro Histórico reúne os requisitos essenciais para um bom boteco: atendimento cordial, ambiente sem firulas, chope bem tirado e cozinha afinada. À frente do negócio adquirido por seu pai há mais de sessenta anos, André Ervalho continua servindo o tradicional bolinho de bacalhau (R$ 8,00, duas unidades), que preserva a receita de sua avó, mas inventa outros petiscos para a clientela. Entre as novidades, o prato batizado de navegar é preciso (R$ 14,00) também leva o peixe salgado, aqui preparado com nata e pequenos pedaços de lula defumada e gratinado com farofa de croûtons mais queijo parmesão. Para matar a sede, é imbatível a popularidade do chope Brahma (R$ 7,50, 350 mililitros) — apesar do espaço diminuto, o lugar já bateu a marca de 1 200 copos da bebida vendidos em um só dia. Diante de um calçadão onde não transitam carros, o bar tem como extensão um deque de madeira instalado logo em frente. As mesinhas acomodadas ali, sob ombrelones, costumam ficar apinhadas por volta das 18 horas, quando o público que trabalha nos arredores chega para aproveitar a happy hour.

Rua General Câmara, 333, Centro Histórico, (51) 99962-8851 (52 lugares). 11h/21h (fecha sáb. e dom.). Aberto em 1941.

 

2º Lugar – Boteco Natalício

Já consagrado como o melhor da categoria em outras edições de VEJA COMER & BEBER, o bar abriu um novo espaço para shows de samba e MPB na unidade da Rua Coronel Genuíno. O cardápio também mudou e traz como novidades o sanduíche porco preto, com carne de leitoa destrinchada, abacaxi e mussarela, acompanhado de batata rústica (R$ 33,90), e o escondidinho empanado de camarão. Depois de preparada da forma tradicional, a receita é desenformada e frita, ganhando textura crocante (R$ 19,80 a unidade). Toda a comilança é embalada pelo chope Itaipava (R$ 8,90, 450 mililitros).

Rua Coronel Genuíno, 217, Cidade Baixa, (51) 3026-5539 (150 lugares). 17h/1h (sáb. 12h/1h; fecha dom.). Mais dois endereços. Aberto em 2006.

 

3º Lugar – Armazém Água de Beber

Dedicado especialmente a cervejas artesanais, o bar dos sócios Fernando Benetti e Leandro Vacaro oferece uma carta composta de cerca de 120 rótulos, entre eles a Kny Beer CarmIPA (R$ 26,00, 500 mililitros) e a Dominato triple, de estilo belga (R$ 18,00, 350 mililitros). A lista de chopes é rotativa. A cozinha foi reformulada recentemente e expede bolinhos de feijão recheados com couve e bacon (R$ 26,00 a porção com seis unidades). Às sextas-feiras, o DJ Emanoel embala o público com reggae, funk, jazz, rock e outros estilos.

Rua Vigário José Inácio, 686, Centro, (51) 3228-2152 (60 lugares). Seg. a sex. 17h/22h30. Aberto em 2007.

 

Apolinário

É famoso pelo ambiente simples, com quadrinhos na parede e mesas de madeira, e pela cozinha, é claro. O hambúrguer batizado com o nome da casa leva um disco de 200 gramas de carne, cheddar, maionese verde, alface, tomate, picles e cebola caramelada no uísque (R$ 32,90). Robusta, a oferta etílica inclui 100 rótulos de cerveja e dez torneiras de chope, como o Butiá do Sítio (R$ 8,50, com 300 mililitros).

Rua José do Patrocínio, 527, Cidade Baixa, (51) 3013-0158 (120 lugares). 18h/0h (fecha dom.). Aberto em 2006.

 

Bar do Beto

Fundado por Adalberto José Cravo, o sexagenário boteco continua lotado, da happy hour até a madrugada. No salão, no mezanino ou no agradável deque, faz companhia ao chope Brahma (R$ 8,50, 300 mililitros) ou à cerveja Polar (R$ 11,00, 600 mililitros) o picado à moda do beto, que mistura filé e coração de frango, carne de porco, azeitona, queijo em cubos, calabresa, pepino e ovo de codorna (R$ 75,00). É boa pedida também o filé xadrez (R$ 80,00), preparado com filé-mignon picado, molho branco e cogumelos-de-paris. Famoso na casa, o filé à parmigiana com arroz e fritas (R$ 98,00) serve bem até quatro pessoas.

Avenida Venâncio Aires, 876, Farroupilha, (51) 3332-0063 (440 lugares). 17h/2h30. Aberto em 1955.

 

Boteco Cotiporã

Tradicional na Cidade Baixa, o bar de 36 anos atrai com a picanha fatiada à moda da casa acompanhada de salada mista, arroz e batata frita (R$ 94,00, para três), as mesmas guarnições do filé à parmegiana (R$ 94,00, para três). O sanduíche aberto, feito com pão preto, calabresa, presunto, mussarela, pepino, cenoura, ovos de codorna, lombo suíno e salame italiano (R$ 69,00, para três) e o bolinho de bacalhau (R$ 34,00, seis unidades) escoltam as cervejas Original, Heineken (R$ 11,00 cada uma) ou Prost Bier Wiess (R$ 23,00). Na carta de cachaças, sobressaem a Weber Haus envelhecida em amburana (R$ 8,00 a dose) e a Envelhecida Casa Bucco (R$ 13,00 a dose), de Bento Gonçalves.

Rua General Lima e Silva, 325, Cidade Baixa. (51) 3019-9779 (210 lugares). 15h/3h (sex. e sáb. até 4h; dom. e feriados a partir de 11h30). Aberto em 1981.

 

Boteco Dona Neusa

No boteco de paredes amarelas, azulejos azuis e gravuras com caricaturas de famosos nas paredes, as rodas de samba são o chamariz — de terça a domingo, elas têm início às 20 horas. Para tabelar com o cremoso chope Brahma (R$ 9,50), aposte na porção trio da lapa (R$ 38,50), composta de tiras de picanha, batatas fritas e queijo coalho em cubos. Outra sugestão bastante solicitada pelos clientes é o escondidinho de camarão, que custa R$ 15,90 a porção individual.

Rua General Lima e Silva, 800, Cidade Baixa, (51) 3013-8700 (250 lugares). 17h/0h (sex. e sáb. 17h/1h; dom 17h/23h; fecha seg.). Aberto em 2008.

 

Boteco Imperial

Uma reforma ajudou a iluminar os salões internos do bar. O cardápio foi reforçado com novas receitas, como a picanha assada servida com purê de mandioquinha, folhas verdes e banana com bacon (R$ 86,00, para duas pessoas). Para acompanhar, o chope Brahma sai em dose dupla até as 20h (R$ 7,50).

Rua Santana, 375, Santana, (51) 3026-3213 (280 lugares). 11h/0h (sex. e sáb. até 2h). Aberto em 2009.

 

Boteco Matita Perê

Os rótulos de cachaça, que já são 120, chegarão a 145 nos próximos meses. Com infusão de frutas como framboesa, a Cachaça da Matita (R$ 10,00 a dose) concorre com a Weber Haus, que tem cinco anos em carvalho e um ano em bálsamo e custa R$ 16,00 a dose. Fazem sucesso drinques como o Diávolo (R$ 17,50), uma mistura de cachaça orgânica, Campari, angostura e pimentas rosa e dedo-de-moça. Na programação musical, a roda de samba às quartas já é tradição da casa.

Rua João Alfredo, 626, Cidade Baixa. (51) 3372-4749 (150 lugares). 19h/1h30 (sex. até 2h30; sáb. 20h/2h30; fecha dom. e seg.). Aberto em 2009.

 

Boteco Tirol

Quem não vai de chope Brahma (R$ 8,40 e R$ 14,90, com 300 e 500 mililitros, respectivamente) escolhe entre as cervejas Patrícia, Norteña, Stella Artois ou Budweiser (R$ 25,90 o litro). Duas pessoas compartilham o petisco picadinho do boteco, que são iscas de filé e de frango grelhado, anéis de cebola e pão de queijo (R$ 62,90). O pão do boteco, também para dois, traz pão italiano aberto sob iscas de filé acebolado ao molho madeira, acompanhado de farofa (R$ 42,90). A casa monta bufê de almoço a R$ 24,90 por pessoa de segunda a sexta — aos sábados, o preço sobe para R$ 37,90.

Shopping Paseo, Avenida Wenceslau Escobar, 1823, Tristeza. (51) 3084-7727 (150 lugares). 11h/15h e 18h/23h (sáb. e dom. até 0h). Aberto em 2011.

 

Botequim da Alcides

O estabelecimento do fotógrafo Clleber Passus faz jus ao “botequim” do nome: tem mesas na calçada, cervejas geladas em garrafa (a Original sai por R$ 13,00) e bons petiscos. Estão no cardápio sugestões como os pastéis de carne e queijo (R$ 4,00 cada um) e o à la minuta (R$ 16,50), de bife de alcatra, filé de frango ou chuleta com ovo frito de gema mole, arroz, feijão e fritas.

Rua Doutor Alcides Cruz, 13, Santa Cecilia, (51) 3273-7607 (20 lugares). 11h/21h (sáb. 12h/16h; fecha dom.). Aberto em 2013.

 

Caverna do Ratão

O tradicional endereço serve chope Brahma (R$ 11,00), que costuma escoltar petiscos típicos de boteco como o bolinho de carne com recheio de mussarela (R$ 11,50). Para dividir o picadinho de pernil com cebola chega guarnecido de pão e molho da própria carne (R$ 64,00, para duas pessoas).

Avenida Protásio Alves, 1709, Petrópolis, (51) 99866-7367 e 99961-1378 (70 lugares). 17h/1h (fecha sáb. e dom.). Aberto em 1955.

 

Lourival

Responsável por reunir boêmios da capital desde 1953, a casa mudou recentemente de proprietário e encerrou o expediente durante o dia. O funcionamento noturno, porém, segue inalterado. As conversas são embaladas pelas cervejas Coruja Viva (R$ 38,00 a garrafa de 1 litro) ou Abadessa (R$ 34,00, 1 litro). Enquanto papeia, o público aproveita para petiscar a porção mista, que reúne picadinho de filé-mignon, frango, coração, calabresa, queijo, ovo de codorna, pepino e azeitona (R$ 50,00, para duas pessoas).

Rua 24 de Outubro, 1624, Auxiliadora, (51)3337-3405 (84 lugares). 18h/0h (fecha dom.). Couvert artístico: R$ 10,00 (sex. e sáb.). Aberto em 1953.

 

Mariu’s

Aos 95 anos, o fundador Mario Fernandes comanda a cozinha ao lado da filha, Lila Fernandes, e prepara os bolinhos de bacalhau (R$ 5,00 a unidade) que deram fama ao lugar. Para escoltar o bauru português, com bife acebolado, tomate, alface, queijo, maionese, presunto e ovo (R$ 11,00), a clientela escolhe entre as cervejas Polar, Skol, Brahma (R$ 10,00 cada uma), Bohemia, Serramalte, Original (R$ 13,00 cada uma) e Budweiser (R$ 15,50, 1 litro). O bufê de almoço, composto de pratos quentes, saladas, frutas e doce, sai a R$ 13,00 (ou R$ 15,00 com direito a suco).

Avenida Oswaldo Aranha, 228, Bom Fim, (51) 3226-5760 (39 lugares). 7h30/ 0h (sáb. 9h/15h e 18h/0h; fecha dom.). Aberto em 1975.

 

Mercado do Chopp

Da cozinha do chef Alexandre Quadros sai o sanduíche batizado de peludo, criado em homenagem a um cliente assíduo: montado na baguete, leva iscas de filé, mostarda e provolone gratinado (R$ 26,00). A porção de bolinhos de bacalhau (R$ 22,00, com oito unidades) acompanha bem os chopes Roleta Russa, Whitehead, Steilenberg e Imigração (R$ 9,00 cada um, no copo de 300 mililitros). Para adoçar, há petit gâteau de doce de leite com sorvete de banana (R$ 15,00).

Avenida Mariland, 1676, Mont Serrat. (51) 3237-1074 e 99836-5877 (85 lugares). 18h/0h (fecha dom.). Aberto em 2004.

 

Ossip

A pizza tradicional, coberta de molho vermelho, requeijão, cebola, pimentão, azeitona, mussarela e orégano (R$ 44,00), chega à mesa já cortada e segue entre as mais pedidas no autêntico boteco da Cidade Baixa. Com massa crocante, serve bem duas pessoas e combina com as cervejas Original (R$ 11,50), Elementum ou Malvadeza (R$ 28,00 cada uma, com 500 mililitros). O bufê de almoço custa R$ 22,00 por pessoa de segunda a sexta e R$ 25,00 aos sábados.

Rua da República, 677, Cidade Baixa, (51) 3224-2422 (60 lugares). 11h30/14h30 e 18h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. só jantar; seg. só almoço). Aberto em 1997.

 

Pedrini

Tradicional boteco da cidade, é reduto de intelectuais e boêmios há 57 anos e mantém o espírito nas filiais. Para tabelar com o chope Brahma (R$ 8,80) vão bem a porção de bolinhos de queijo (R$ 30,80, doze unidades) e a mista, composta de calabresa e coração de frango na chapa, salame italiano, queijo, ovos de codorna, pepinos, azeitonas e cebolinha cristal, que chega à mesa acompanhada de fritas (R$ 82,50, para até seis pessoas). Preparada em panela de ferro, a pizza ganha coberturas de calabresa, lombo de porco, quatro queijos, entre outras (a partir de R$ 49,50 para duas pessoas). Cervejas de 600 mililitros, como Original, Serramalte (R$ 12,50 cada uma) e Colorado (R$ 25,50) também dão as caras por lá.

Avenida Venâncio Aires, 204, Cidade Baixa, (51) 3029-0919 (172 lugares). 16h/1h30 (sex. 6h/3h; sáb. 11h/3h; dom. 11h/1h30). Aberto em 1960.

 

Só Comes

As duas unidades, uma no reduto boêmio da Cidade Baixa e a outra na Zona Norte, têm como hit do menu o combo de calabresa, coração, salame italiano, polenta, queijo, ovos de codorna, pepino, azeitona e cebolinha — R$ 56,00 para três pessoas, R$ 72,00 para quatro. O chope Brahma é tirado em dois tamanhos: 300 (R$ 7,50) e 500 mililitros (R$ 8,50). A cerveja artesanal Coruja Extra Viva (R$ 38,00, 1 litro) faz par com a pizza da casa, feita com coração, ovo de codorna, azeitona e cebola amanteigada (R$ 49,00).

Rua General Lima e Silva, 417, Cidade Baixa, (51) 3224-3254 (100 lugares). 15h/4h. Avenida Assis Brasil, 5153, São Sebastião. (51) 3344-1699 (100 lugares). 15h/4h. Aberto em 2004.

 

Tipo Boteco Exportação

A música brasileira tem espaço garantido todos os dias. Rótulos como a lager Coruja Extra Viva (R$ 39,90 a garrafa de 1 litro) e a Saint Bier Chopp Belgian (R$ 34,90, 750 mililitros) valorizam a carta etílica, ao lado das triviais Bohemia e Budweiser (R$ 18,90). A porção com nove pastéis custa R$ 27,90.

Rua General Lima e Silva, 898, Cidade Baixa, (51) 3276-1484 (300 lugares). 17h/1h (sex. e sáb. até 2h30). Couvert artístico: R$ 15,00 até as 20h e R$ 20,00 após as 20h (às sex. e sáb.). Aberto em 2010.