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B.B. King morreu de causas naturais, confirma autópsia

Resultado dos exames afasta acusações feitas por duas filhas do músico de que ele teria sido assassinado pela empresária e por seu assistente pessoal

O gênio do blues B.B. King morreu de causas naturais, confirmaram nesta segunda-feira autoridades do estado americano de Nevada. A conclusão descarta a hipótese de assassinato, aventada por duas filhas do guitarrista. De acordo com os peritos, a morte do músico de 89 anos, em maio, deve ser atribuída principalmente à doença de Alzheimer, agravada por doença arterial coronariana, diabetes, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial e danos cerebrais devido ao baixo fluxo sanguíneo.

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B.B. King foi envenenado, afirmam filhas do músico

Médicos legistas disseram que determinaram a causa da morte com base em autópsia, testes toxicológicos e consultas a um neuropatologista. Autoridades decidiram investigar a hipótese de homicídio depois que as filhas Karen Williams e Patty King acusaram a empresária e seu assistente de envenená-lo.

As duas filhas afirmavam que parentes do músico foram impedidos de visitá-lo e que sua empresária, LaVerne Toney, e seu assistente pessoal, Myron Johnson, apressaram sua morte. “Eu acredito que meu pai foi envenenado e que lhe foram administradas substâncias estranhas”, afirmaram Karen e Patty em declarações idênticas à polícia de Las Vegas. “Eu acredito que meu pai foi assassinado”, disseram elas. Um advogado do espólio de King já havia dito que as alegações eram infundadas.

‘Three O’Clock Blues’

Hit responsável por projetar B.B. King, foi lançado pelo músico em 1951 e liderou o ranking de R&B da revista americana Billboard por cinco semanas. A canção, na verdade, já havia sido gravada anos antes pelo cantor Lowell Fulson, mas foi na voz de B.B. King que ela ganhou projeção nacional. 

‘You Upset Me Baby’

Quarto hit de B.B. King a chegar à primeira posição no ranking de R&B, foi lançado em 1954. Mais tarde, em 1957, a canção fez parte do primeiro álbum de estúdio do músico, Singin’ the Blues

‘Everyday I Have the Blues’

A canção, gravada originalmente na década de 1930 pelo músico Pinetop Sparks e seus irmãos, foi modificada por Memphis Slim em 1949, versão utilizada por B.B. King em 1955. A gravação mais famosa da música, no entanto, foi feita pela Count Basie Orchestra com o músico Joe Williams, que lançou o single no mesmo ano que King. 

‘Please Love Me’

Canção que abre o primeiro disco de B.B. King, Please Love Me começa com uma guitarra rápida e distorcida, executada pelo músico T-Bone Walker.

‘How Blue Can You Get’

Composição de Leonard e Jane Feather de 1949, B.B. King gravou-a pela primeira vez no álbum Blues In My Heart (1963) com o título de Dowhearted. No ano seguinte, lançou-a como single usando o nome que a canção ficou conhecida e mostrou um enorme alcance vocal. No vídeo, a partir de 1m30s King deixa a guitarra de lado e solta o vozeirão.

‘Why I Sing the Blues’

Na letra da música do álbum Live & Well, de 1969, B.B. King faz um retrato da sua vida como negro nos Estados Unidos e os problemas que ele enfrentou durante um período em que o racismo crescia, principalmente no sul do país, de onde ele veio. Além disso, a composição ainda fala sobre a passagem da sua vida do campo para a cidade.

‘The Thrill Is Gone’

Uma das mais famosas canções de B.B. King é a composição de 1951 dos músicos de blues do oeste dos Estados Unidos Roy Hawkins e Rick Darnel. Em 1969, King regravou a música e a lançou no disco Completely Well. Dois anos depois, sua versão recebeu o Grammy de melhor performance vocal masculina em R&B.

‘Never Make a Move Too Soon’

A canção foi gravada por King em parceria com a banda de jazz The Crusaders no álbum Midnight Believer, de 1978. A música já havia sido lançada pelo Crusaders em 1971 com o nome de Greasy Spoon e arranjo e letras um pouco diferente do que foi lançado por King. 

‘When Love Comes to Town’

Gravada em parceria com a banda irlandesa U2, a música fez parte do disco Rattle and Hum, lançada pelo grupo em 1988. A canção entrou para rankings de todo o mundo e contribuiu para que B.B. King se tornasse mais conhecido entre os jovens daquela época. 

‘You Don’t Know Me’

Outra parceira, desta vez com a cantora de jazz Diane Schurr, que participou em dez faixas de Heart to Heart, álbum de 1994. Nele, B.B. King mostra que pode sair do blues e se aventurar no jazz mais pop, e, além de exímio guitarrista, exibe ótima voz.

(Com agência Reuters)