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Ancine: Audiovisual gera R$ 24,5 bilhões à economia

Em 2007, o montante era de 8,7 bilhões de reais

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou, nesta quinta-feira, o resultado de dois estudos que apontam o crescimento do setor audiovisual no Brasil. O primeiro deles traz uma atualização do Estudo sobre Valor Adicionado pelo Setor Brasileiro, realizado anualmente, que faz a consolidação dos dados macroeconômicos, com informações recém divulgadas pelo IBGE. A pesquisa constatou que as atividades econômicas do setor audiovisual foram diretamente responsáveis por gerar 24,5 bilhões de reais na economia em 2014. Esse valor chegou a 2,2 bilhões, em 2013, e 8,7 bilhões, em 2007.

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Para o cálculo, a agência considerou onze tipos de atividades, como produções de cinema, vídeos e televisão, distribuição e exibição, comércio de CDs e DVDs, TV aberta, e programadoras e controladoras de TV paga. Outra tendência revelada no estudo é o aumento da participação no segmento da TV paga em relação à TV aberta. Enquanto a primeira cresceu 21,4 pontos percentuais, a segunda teve uma queda de 22,2 pontos percentuais, entre 2007 e 2014.

A atividade de exibição cinematográfica também teve uma trajetória ascendente. Em agosto de 2016, o Brasil passou a contar com 3.126 salas de cinema, quando em 2002 somava 1.635 salas em todo o país.

O segundo estudo analisa o comércio exterior de serviços audiovisuais no Brasil. Em 2015, o país exportou 154,8 milhões de dólares e importou 1,6 bilhão de dólares em serviços no setor — gerando um déficit de 1,44 bilhão de dólares. Apesar do número negativo, entre 2014 e 2015 o volume de vendas de produções brasileiras para outros países mais que dobrou, com um crescimento de 110,1%, enquanto as aquisições permaneceram praticamente estáveis, com um crescimento de 2,9%.

A principal fonte de serviços e produtos audiovisuais adquiridos pelo Brasil continua sendo os Estados Unidos, que somou 1,09 bilhão de dólares em licenciamento de obras audiovisuais para o país. Por outro lado, Argentina, Alemanha, Portugal e Suíça mais compraram conteúdo brasileiro do que venderam suas produções em 2014 e 2015.