‘A Bela e a Fera’, clássico da Disney, volta em 3D

Por AE

São Paulo – Em 1991, a história mágica da moça do interior que se apaixona por um príncipe transformado em fera dos estúdios Disney surpreendeu o mercado cinematográfico e tornou-se o primeiro longa de animação a faturar US$ 100 milhões em seu lançamento inicial. Mais do que encantar o público com a história que excede o universo infantil e encanta adultos com os objetos domésticos animados e cheios de personalidade, “A Bela e a Fera” inovou e abriu o caminho para o segmento 3D. O desenho mantinha a tradicional marca da Disney, de quadros desenhados, um a um, à mão, mas aliavam, à qualidade minuciosa, o uso de computadores para dar o efeito ilusório de terceira dimensão.

Hoje, duas décadas depois, a Disney retoma seu desenho e o leva novamente ao cinema, a partir de hoje, agora em sessões 3D. Novas ferramentas de computador foram criadas pela equipe de técnicos exclusivamente para atribuir profundidade ao desenho. Com o novo software, os criadores conseguiram ‘inflar’ a dimensão dos personagens e dar a eles mais geometria. Então, os quadros estáticos ganharam volume e profundidade, sendo cada figura retrabalhada.

O resultado, no entanto, é sutil. Uma das cenas mais impressionantes continua sendo a clássica dança da Bela e da Fera, no salão do castelo (sim, a do vestido amarelo), que se tornou icônica por, justamente, deixar entrever, no movimento daquela dança do casal, o que seria o início do 3D.

E a história, claro, não sofreu nenhuma alteração. Aos pequenos, que não tiveram a chance de aproveitar a história de Bela numa tela grande, a experiência é compensadora. O desenho só comprova a atualidade da temática de Walt Disney e sua contemporaneidade, que segue válida. Uma garota de origem humilde, que se refugia das agruras da vida – e de pretendentes arrogantes – no universo da leitura é, no mínimo, um bom exemplo. Sua aventura rumo à estrada escura e cheia de lobos até o castelo da Fera permanece estimulante. E os personagens do castelo encantado, o candelabro com sotaque francês, o relógio aprumadinho, a mãe-bule e seu garoto-xícara, seguem igualmente adoráveis, como nos anos 90. As informações são do Jornal da Tarde.