5 fatos de ‘Pai Herói’, que teve primeiro casal com torcida

A novela volta a ser exibida pelo canal Viva de segunda a sábado, às 23h30

Na linha de resgatar clássicos da teledramaturgia, o canal Viva leva ao ar, a partir desta segunda-feira, a novela Pai Herói, de Janete Clair. A trama substitui Laços de Família na faixa das 23h30, principal horário de folhetins do canal pago da Globo. A história gira em torno do órfão André Cajarana (Tony Ramos), criado pelo avô na ilusão de que seu pai havia sido um grande homem. Após a morte do avô, Cajarana parte para o Rio de Janeiro em busca de si mesmo, e lá compõe um triângulo amoroso com Ana Preta (Glória Pires) e a bailarina Carina (Elizabeth Savalla).

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Confira abaixo cinco motivos para assistir (ou re-assistir) a Pai Herói:

O casal com torcida

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Tony Ramos e Elizabeth Savalla interpretaram o casal André e Carina em ‘Pai Heroi’ (Foto: Divulgação/ TV Globo)

Fábio Assunção e Marina Ruy Barbosa roubaram a cena na novela Totalmente Demais, com o casal Arthur e Elisa. O ship Artisa — junção dos nomes das personagens — pipocou na internet enquanto a trama era exibida, por parte dos que torciam para o par terminar junto. Sem redes sociais, os espectadores de Pai Herói encontraram outra forma de “torcer” pelo casal André e Carina: muitas cartas foram enviadas a Rede Globo, Janete Clair, Tony Ramos e Elizabeth Savalla, na esperança que a autora deixasse os dois viverem seu romance.

 

Usineira de Sonhos

Janete Clair

Janete Clair (Fernando Seixas/)

Foi assim que o poeta Carlos Drummond de Andrade apelidou Janete Clair, pelo sucesso da novela Pai Herói. A princípio, Lauro César Muniz seria o responsável pela faixa das oito, então desocupada pelo sucesso Dancin’ Days, de Gilberto Braga. Um imprevisto colocou Clair como a primeira aposta da Rede Globo para ocupar a vaga, que contou com a experiência quase ininterrupta da autora para criar do zero um folhetim.

 

Trilha sonora

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(Foto: Divulgação/ TV Globo)

Além do sucesso Pai — tema de abertura da novela composto por Fábio Jr. –, Pai Herói contou com uma trilha sonora de ponta, recheada de sucessos entoados até hoje. No álbum nacional, Maria Bethânia estreou Explode Coração, tema de André e Carina; já Alcione, Beth Carvalho e Paulinho da Viola representaram o samba de gafieira, e, para completar, Guilherme Arantes, Moraes Moreira e Renato Teixeira trouxeram um pouco da MPB para a novela. A trilha internacional emplacou nove das cem músicas mais tocadas de 1979, entre elas I Will Survive, de Gloria Gaynor, popularizada pelo musical Priscilla, a Rainha do Deserto.

 

Realismo Social

Carlos Zara e Paulo Autran (Foto: CEDOC/ Rede Globo)

Carlos Zara e Paulo Autran (Foto: CEDOC/ Rede Globo)

Após a tentativa frustrada pela censura de tratar temas para além do melodrama, Janete Clair conseguiu em Pai Herói realizar seu desejo de longa data. O voto de celibato de padres, as doenças psicológicas como a esquizofrenia e a exploração da fé foram abordados no folhetim, feito bastante surpreendente, visto que ele foi exibido pela Ditadura Militar, quando qualquer pensamento crítico era considerado uma heresia.

 

Estética visual

Eugênia Brandão Reis (Monah Delacy), César Limeira Reis (Carlos Zara) e Catarina Limeira Brandão (Elizabeth Savalla) (Foto: CEDOC/ Rede Globo)

Monah Delacy, Carlos Zara e Elizabeth Savalla formavam a família Limeira Brandão em ‘Pai Herói’ (Foto: CEDOC/ Rede Globo)

Uma fotografia estonteante era, no mínimo, requisito para Pai Herói, diante da explosão de cores em Dancin’ Days, sua antecessora. Mesmo às pressas, Janete Clair conseguiu dar ao público o que seus olhos pediam: locações belíssimas em Bariloche, na Argentina, e nas praias de Ibicuí, Rio de Janeiro. Além das obras de arte espalhadas pelo apartamento de César Reis ou da cobertura com piscina de Carina, os figurinos foram desenhados para dialogar com os cenários.