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Ministra quer banir ‘pokémons’ raros de escolas da França

Najat Vallaud-Belkacem, ministra da educação, disse que a busca pelas criaturas virtuais pode atrair multidões, colocando em risco a segurança dos alunos

As criaturas do ‘Pokémon Go’ podem estar com os dias contados em escolas da França. A ministra da educação, Najat Vallaud-Belkacem, não quer que as instituições de ensino do país sejam pontos de busca dos bichinhos raros do aplicativo.

Falando a jornalistas, na última segunda-feira, a ministra afirmou que os pokémons valiosos escondidos em estabelecimentos escolares podem atrair multidões e colocar em risco a segurança dos alunos.

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A ministra tem a intenção se reunir com representantes da Niantic, organização americana associada à Nintendo e à Pokémon Company no desenvolvimento do aplicativo, para pedir que não existam criaturas raras nas escolas. O ministério da educação francês também escreveu aos diretores das escolas avisando que, caso queiram retirar as instituições do ambiente virtual do jogo, eles podem preencher um formulário encontrado no aplicativo.

Caça aos livros 

Enquanto a França quer proibir a caça dos pokémons nos colégios, Aveline Gregoire, diretora de uma escola primária da Bélgica, desenvolveu um jogo online para que pessoas busquem livros e não as criaturas virtuais. Em pouco mais de duas semanas, mais de 57.000 pessoas se inscreveram na plataforma.

Com o ‘Pokémon Go’, os jogadores usam o localizador e a câmera do celular para rastrear criaturas virtuais pelas cidades. A versão da Aveline, porém, é jogada por um grupo da rede social no Facebook chamado Chasseurs de livres (Caçadores de Livros, em português).

Os participantes publicam fotos e dicas sobre onde esconderam os livros e outros participantes tentam localizá-los. Ao terminar de ler a obra, os leitores os devolvem no local onde encontraram. “Enquanto estava organizando minha biblioteca, percebi que não tinha espaço suficiente para todos os meus livros. Jogando Pokémon Go com meus filhos, tive a ideia de liberar os títulos na natureza”, disse Gregoire à Reuters.

A família Detournay, da cidade de Baudour, no sul da Bélgica, afirmou que o jogo se tornou parte das caminhadas matinais. Eles encontraram um livro e deixaram outros quatro para que outros jogadores encontrassem. “Minha filha disse que é como caçar ovos de páscoa, só que com livros”, disse Jessica Detournay.

A diretora agora pensa na ideia de avançar com o jogo e criar um aplicativo para ele.

(Com Reuters)