Justiça do Rio manda professores voltarem ao trabalho

Greve iniciada no dia 12 foi considerada ilegal. Sindicato pode pagar multa

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro considerou ilegal a greve de professores no Estado, que completou duas semanas, e determinou que eles voltem ao trabalho na quarta-feira. A decisão da presidente do TJ, Leila Mariano, ainda fixa multa de 300.000 reais por dia para o sindicato da categoria, em caso de descumprimento. Além disso, os funcionários que continuarem de braços cruzados serão considerados faltosos e poderão ter desconto no salário e corte de ponto.

Os educadores da rede municipal, que iniciaram paralisação também no dia 12 de maio, terão uma reunião com a secretária de educação, Helena Bomeny, na manhã de quarta. Uma hora antes do encontro, eles farão uma “vigília” em frente à sede da prefeitura. Convocado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o grupo pretende seguir em passeata para pressionar o governo a conceder aumento de 20% no salário.

Na segunda-feira, cerca de 200 educadores deram aula de má-educação, durante protesto na porta do hotel onde os jogadores da seleção brasileira se apresentavam para a Copa. Os docentes cercaram o ônibus que transportava a delegação brasileira, vaiaram os jogadores, bateram na lataria do veículo e fizeram gestos pouco educados para o que se espera de pessoas que têm papel importante na formação dos brasileiros.

Na última quinta-feira, mais um exemplo vergonhoso. Um grupo de cerca de mil profissionais da educação parou o trânsito em uma parte da Zona Sul do Rio, durante protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Durante a manifestação, uma jornalista da Rede Globo foi cercada e ameaçada por professores que exigiam que ela se retirasse do local. Descontrolados, alguns lançaram garrafas e cones contra a jornalista, que chegou a ser intimidada com um cabo de vassoura.

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