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Estudantes da USP decidem manter ocupação da reitoria

Resolução contraria a ordem judicial a favor da reintegração de posse do prédio

Apesar da decisão da Justiça de São Paulo, que determinou a reintegração de posse imediata da reitoria da USP, alunos da universidade decidiram manter a ocupação do prédio em assembleia realizada na noite desta quarta-feira no campus do Butantã, na capital paulista. Agora, a Polícia Militar pode intervir a qualquer momento para cumprir a ordem judicial e retirar os invasores.

Na reunião convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, 747 dos alunos presentes votaram a favor da continuidade da invasão da reitoria e da greve parcial, contra 562 que se mostraram favoráveis ao fim da invasão e da paralisação. O prédio da reitoria está ocupado desde 1º de outubro como forma de protesto por eleições diretas para o cargo de reitor. Logo no primeiro dia, o local foi pichado e depredado. O reitor da universidade, João Grandino Rodas, passou a despachar em outro edifício, conhecido com Antiga Reitoria.

Justiça – Na última segunda-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a desocupação do prédio. Em sua decisão, o desembargador Xavier de Aquino argumentou que o caso é “extremamente grave” e que “alunos e pseudo-alunos” vem atrapalhando o bom andamento da universidade. Na manhã desta quarta, os estudantes foram notificados da decisão por um oficial de justiça.

Cena repetida – A ocupação da reitoria é recorrente na história da mais importante instituição do país. Em 2011, cerca de 100 alunos invadiram o local para protestar contra a presença da polícia militar no campus. Na ocasião, o grupo de baderneiros se manteve intransigente e a PM foi acionada para realizar a liberação do prédio. Setenta pessoas acabaram detidas.