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Brasil ganha centro de estudos em educação em Stanford

Parceria entre a universidade americana e a Fundação Lemann financiará pesquisas sobre o tema e bolsas de estudos

A partir de 2012, a educação brasileira ganhará espaço em uma das mais importantes instituições de ensino superior do mundo. Entra em funcionamento o Leamann Center for Educational Entrepreneurship and Innovation in Brazil, uma parceria entre a Fundação Lemann, instituição sem fins lucrativos que financia estudantes brasileiros no exterior, e a Universidade de Stanford, na Califórnia. O objetivo é oferecer bolsas de pós-graduação para pesquisadores brasileiros, apoiar a formação de professores no país e se dedicar a pesquisa de politicais públicas e inovação para o Brasil. O novo centro foi apresentado nesta sexta-feira em São Paulo pelos responsáveis pelo projeto.

“Se quisermos melhorar a educação no Brasil, precisamos dos melhores cérebros”, disse o brasileiro Paulo Blikstein, professor em Stanford e um dos responsáveis pelo novo centro, que oferecerá duas bolsas de estudos para programas de pós-graduação em educação. “O nosso objetivo é atrair profissionais das mais diversas áreas. Qualquer pessoa que esteja envolvida com a causa é bem-vinda em Stanford.”

Martin Carnoy, outro professor responsável pelo centro, também esteve presente na apresentação. “Em Stanford, não existem barreiras entre as faculdades. A interdisciplinaridade é importante para esse projeto”, disse o especialista. Para concorrer a uma das bolsas, os interessados deverão se inscrever primeiramente no processo seletivo da universidade. Uma vez aprovados, devem solicitar o benefício oferecidos pelo centro.

Será oferecida também uma bolsa anual para que profissionais brasileiros passem de três a seis meses na universidade como pesquisadores visitantes. Além disso, um grupo de oito coordenadores e diretores de cursos voltados à formação de professores participará de treinamento oferecido pelo Stanford Teacher Education Program (STEP) anualmente.

A proposta do centro, porém, não se limita a oferecer bolsas. O objetivo é reunir acadêmicos capazes de pensar de “maneira crítica e inovadora” a situação educacional do país. Além da Blikstein e Carnoy, o centro será comandado por David N. Plank e Eric Bettinger. Todos são estudiosos da educação na América Latina.

O projeto inicial prevê que o centro funcione durante uma década. “Ao fim desses dez anos teremos uma geração de profissionais muito bem formados e prontos para atacar os problemas mais grave do Brasil”, afirmou Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann. “Queremos incentivar a pesquisa de políticas inovadoras que nos faça avançar mais rapidamente.”

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