Virgin terá operadora virtual de celular no Brasil

Empresa do bilionário britânico Richard Branson deve investir 300 milhões de dólares e buscar associação com alguma operadora local

A operadora virtual da Virgin deve estrear em mercados menores do território nacional ainda em 2011

O mercado de operadoras móveis virtuais – MVNO, na sigla em inglês – ganhou um reforço de peso no país: a Virgin, do bilionário britânico Richard Branson. O Brasil é o foco das operações da companhia na América Latina, que será montada em parceria com a Tribe Mobile e consumirá investimentos de 300 milhões de dólares nos próximos cinco anos.

Em entrevista, o presidente da Tribe Mobile, Phil Wallace, disse que a atuação no Brasil só deve se concretizar em 2012 – primeiro, a empresa precisará obter as licenças na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e encontrar uma parceria que ofertará a infraestrutura de serviços. Pelas regras do segmento, só podem atuar no país empresas que firmarem contratos com as companhias que já atuam no mercado, como Vivo, TIM, Claro e Oi.

Por conta das negociações com parceiros e dos trâmites burocráticos, Wallace afirmou que provavelmente a operadora virtual da Virgin estreará em dois mercados menores da região ainda em 2011. A ideia é chegar a oito países no ano que vem, incluindo o Brasil. “Bem que gostaríamos de estar no Brasil a tempo do Natal de 2011”, disse o executivo. Segundo ele, entre 40% e 50% das receitas da Virgin na região deverão se concentrar no mercado brasileiro.

O orçamento de 300 milhões de dólares que a nova operadora tem para investir na América Latina deverá ser aplicado principalmente em marketing e promoções para captar clientes. Como as operadoras virtuais alugam a infraestrutura das empresas tradicionais, seu custo se concentra principalmente em seduzir consumidores para uma proposta especial. As operadoras móveis virtuais atuam em nichos específicos, aproveitando segmentos pouco atraentes para as grandes empresas.

No caso da Virgin, uma das possibilidades é o foco no mercado jovem. “No exterior, temos nos concentrado nos consumidores de 13 a 28 anos. A marca Virgin é conhecida e tem o potencial de fornecer conteúdos adicionais ao celular”, explica Wallace. Além da operadora móvel, a marca está presente também nos setores de aviação, hotéis e mídia.

(com Agência Estado)