Viracopos cumprirá papel na Copa, garante Moreira Franco

Ministro da Aviação Civil, no entanto, admitiu que houve problemas na execução das reformas do aeroporto de Campinas

O ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco, disse nesta quarta-feira que o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), terá a estrutura necessária para atender as seleções e os torcedores durante a Copa do Mundo. “A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está fazendo as investigações para ver em que termos os contratos foram cumpridos ou não. E as penas que serão aplicadas. O papel que o aeroporto terá para a Copa, ele vai cumprir”, afirmou.

O ministro, que participou de audiência pública no Senado sobre as obras para o mundial de futebol, disse que a concessionária mostrou problemas na execução das reformas do aeroporto e vai apresentar um novo cronograma para concluir a obra até o final do ano. O contrato de concessão prevê, segundo a Anac, multas que podem atingir até 170 milhões de reais por descumprimento do cronograma de obras.

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Infraestrutura – Moreira Franco voltou a afirmar que as concessões aeroportuárias e o programa de aviação regional devem colocar o país em “outro patamar”. “Temos hoje uma política de aviação civil, uma meta, que vem sendo aplicada pela presidente Dilma (Rousseff). Essa política tem por objetivo trazer para o século XXI a infraestrutura aeroportuária do país”, disse.

A preocupação do governo, segundo o ministro, não é com os aeroportos que serão usados pela Copa do Mundo, nos quais os investimentos federais alcançam 3,08 bilhões de reais. “É claro que vamos atender adequadamente durante a Copa, mas o objetivo é transformar a infraestrutura aeroportuária”, ressaltou. “Ao final do ano, com a inauguração desses aeroportos, vamos viver a aviação civil brasileira em outro patamar. Um novo patamar tecnológico e de serviços”, acrescentou ele.

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Liberdade tarifaria – O ministro aproveitou sua fala para defender o modelo de liberdade tarifaria, após ser questionado por senadores sobre obras aeroportuárias para a Copa do Mundo. De acordo com ele, o modelo atual é melhor que o anterior, quando o governo federal determinava o valor das passagens. “Durante muitos anos tivemos na aviação o controle tarifário. Os números do controle, comparados com os preços atuais, nos permitem constatar que eles são mais altos do que o praticado hoje com a liberdade tarifária”, afirmou.

O ministro comparou o preço das passagens aéreas com as dos ônibus e avaliou que a liberdade tarifária facilita as compras com antecedência pelo consumidor. “Quando há a possibilidade de programação, o preço da passagem (aérea) é muito confortável, muitas vezes mais baratas que as passagens de ônibus”, disse.

(com Estadão Conteúdo)