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Vigor investirá até R$500 mi por ano em 5 anos; ações caem

SÃO PAULO, 22 Jun (Reuters) – A Vigor fará investimento de 400 milhões a 500 milhões de reais por ano durante cinco anos para a expansão do parque fabril próximo a São Paulo e de centros de distribuição, anunciou o presidente da companhia, Gilberto Xandó, em evento que marcou a estreia das negociações das ações da Vigor na Bovespa.

“O mercado cresce e a Vigor cresce. Nós temos um plano de continuar crescendo acima do ritmo do mercado, entre 20 e 25 por cento ao ano, acreditando que este setor continuará crescendo”, afirmou ele, reforçando que esta é uma meta para os próximos dez anos.

Apesar do otimismo do executivo sobre o futuro, as ações operavam em queda de mais de 14 por cento por volta das 11h50.

Xandó ressaltou que o mercado de lácteos no Brasil vem crescendo a uma taxa anual de 9 a 11 por cento, enquanto a Vigor nos últimos cinco anos cresceu quase o dobro do mercado.

Para isso, ele aposta no mercado de consumo com as marcas que a companhia já trabalha, como a Leco, Vigor, Serrabella, Faixa Azul, e também no segmento de “food service”, no qual a companhia já tem uma participação de 20 por cento no Brasil.

“O plano é reforçar este crescimento de marcas, o crescimento de uma empresa que hoje tem uma característica mais regional e fazer uma expansão gradual para o mercado brasileiro”, acrescentou.

A Vigor, divisão de lácteos que foi separada de sua controladora por meio de leilão de permuta de ações ordinárias (OPA) da JBS realizado na quinta-feira.

Do total de 148 milhões de ações ofertadas pela JBS, foram negociadas cerca de 80 por cento na operação de permuta.

A companhia começou a ser listada com um valor que representa entre 5 a 7 por cento do valor de mercado da JBS, maior produtora de carne bovina do mundo, que atualmente é de aproximadamente 18 bilhões de reais.

SALDO

O presidente da JBS, Wesley Batista, disse a jornalistas após evento na Bovespa que vai avaliar as condições do mercado antes de decidir sobre eventual venda do saldo remanescente de ações que não entraram na Oferta Pública da Vigor.

“Nós não temos nenhum mandato específico de tem que vender… não é uma coisa marcada. Pode vender daqui seis meses, um ano ou cinco anos”, disse. “Nós vamos continuar avaliando, analisar as condições de mercado para ver se faz sentido vender ou não (as ações remanescentes ofertadas na OPA)”, acrescentou.

Batista informou ainda que o BNDESPar, empresa de participações do BNDES, também participou da operação de permuta da Vigor e entra com fatia de cerca de 30 por cento, semelhante ao nível que já detém na própria JBS, que atualmente é de 31,4 por cento.

(Por Fabíola Gomes)