Temer: não haverá diferença entre previdência geral e de servidor

Presidente afirma não ter discutido ainda a proposta da reforma das aposentadorias com profundidade, mas indicou que haverá unificação dos regimes

O presidente da República, Michel Temer, disse que a reforma da Previdência vai acabar com a diferenciação entre os regimes de aposentadoria geral e dos servidores. “Não haverá mais distinção entre previdência geral e do serviço público. Isso é um ponto que já está definido”, afirmou em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira, sem dar mais detalhes. Segundo o presidente, ele recebeu apenas um esboço do projeto, e vai analisar a proposta com mais profundidade quando retornar da viagem que fará à Índia e ao Japão – Temer embarca nesta quarta-feira e retorna no dia 21. Mas a ideia é que as mudanças ocorram “para todos os setores”.

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Em relação aos regimes de aposentadoria de parlamentares e militares, disse ainda não haver definição, mas indicou que haverá diferença no caso do último grupo. “Militares sempre tiveram tratamento diferenciado em função das particularidades da carreira. ” O presidente disse que pretende conversar sobre a reforma com lideranças da Câmara, do Senado e centrais sindicais após o retorno ao Brasil, e que prevê que a discussão será mais difícil que a da PEC do Teto, aprovada na última segunda-feira.  “Mesmo que não haja concordância, tem que asfaltar terreno. As centrais sindicais podem ficar contra, mas não de uma maneira raivosa.”

PEC do Teto e base

Em relação à PEC do Teto, que foi aprovada no primeiro dos dois turnos necessários, nesta segunda-feira, Temer considerou que a votação mostra sensibilidade dos parlamentares com a questão, e que a tramitação tende a ser mais fácil após a vitória. A medida foi aprovada por um placar de 366  votos a favor e 111 contra, 58 a mais que o necessário.

Para o presidente, a votação dá a dimensão do tamanho do apoio que o governo tem na Câmara. “Em uma matéria que você tem 366 votos, eu creio que é nossa base de governo, que é um pouco mais, pois alguns faltaram porque estavam viajando. Vai a 375 mais ou menos, que é a nossa base governativa”, disse. Temer considera que tem priorizado a interlocução com o Legislativo, o que “ajuda muito” na tramitação de projetos. “Tenho a sensação de que vamos levar isso até o
final do governo, no mesmo ritmo.”

 

Comentários

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  1. Marco Valverde

    Importante reforma, um regime único trará corte de gastos com o fim de poucos que rebem muito, resgatará o princípio da isonomia. Vamos ver se vai rolar.

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  2. Andréa Costa

    Ótimo, aproveita e acaba com a não integralidade da aposentadoria por doença do servidor público. Só o funcionário público é punido.

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  3. ABRAÃO LINCOLN SALES BASTOS

    D-o-v-i-d-o! Se isto ocorrer será para os políticos e demais privilegiados que irão ainda nascer, pois os atuais jamais aceitarão cair na vala comum dos segurados do INSS?

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  4. Vanderlei Moscardini Oliveira

    Penso que para igualar os regimes, será necessário rever também alguns conceitos: 1. Inserir os servidores no FGTS; 2. Rever as alíquotas pagas tanto pelos servidores que hoje é de 12 a 14%, bem como pelos governos federal, estadual e municipais; 3. Respeitar o direito adquirido dos servidores.
    Lembrando que em muitos municípios não existe “rombo” nos seus RPPS’s e o equilíbrio financeiro e atuarial é obrigatório pela rígida legislação e fiscalização tanto dos próprios servidores como também pela Secretaria de Previdência.

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  5. Januario Neto Souza Neto

    QUERO VER É ACABAR COM A MORDOMIA, MAIS UMA, DA PREVIDENCIA GENEROSA DOS POLITICOS?

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  6. Carlos Domingues

    O Primeiro passo é cortar as Mordomias dos políticos: Carros de Luxo exclusivos, Motoristas, Times de Seguranças, Auxílio Moradia, Auxílio…. sei lá o que…, Um bando de assessores em seus gabinetes, avião pra lá e pra cá,… etc.

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  7. Arthur Silva Costa

    VAI SER UMA LUTA PARA CONSEGUIR ISSO.ÇARÇOM DO SENADO DEZOITO MIL REAIS?

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  8. Arthur Silva Costa

    SERÁ A MAIOR VITÓRIA DO POVO BRASILEIRO.SE CONSEGUIR SERÁ ADMIRADO PELO RESTO DA VIDA .

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  9. Jorge Petrola Ferreira

    Concordo plenamente:
    Penso que para igualar os regimes, será necessário rever também alguns conceitos: 1. Inserir os servidores no FGTS; 2. Rever as alíquotas pagas tanto pelos servidores que hoje é de 12 a 14%, bem como pelos governos federal, estadual e municipais; 3. Respeitar o direito adquirido dos servidores.
    Lembrando que em muitos municípios não existe “rombo” nos seus RPPS’s e o equilíbrio financeiro e atuarial é obrigatório pela rígida legislação e fiscalização tanto dos próprios servidores como também pela Secretaria de Previdência.

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