Temer: Estudos sobre Previdência terminam em até duas semanas

Encerrada a análise da reforma do sistema de aposentadorias, o governo pretende enviar a proposta ao Congresso, disse o presidente em entrevista a rádio

O presidente Michel Temer afirmou na manhã desta quinta-feira que o governo vai ter estudos concluídos sobre a reforma da Previdência em uma ou duas semanas e que após esse período enviará uma proposta sobre o tema ao Congresso Nacional. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente voltou a afirmar que a medida é prioridade para o governo após a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que coloca um teto no crescimento dos gastos públicos.

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Temer rebateu o artigo escrito pelo presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a quem chamou de “sindicalista consciente”. No artigo, Patah afirmou que a ideia de que há um déficit previdenciário no país é falsa. “Temos também que asfaltar o terreno. Estou chamando as centrais sindicais para uma conversa daqui a uma semana, depois com outros membros da sociedade e depois com líderes da Câmara e do Senado para não fazer uma coisa de cima para baixo, mas acertada e conhecida, pelo menos”, disse.

Ao rebater a tese de Patah, o presidente argumentou que o déficit da Previdência é “assustador”, de mais de 100 bilhões de reais este ano, e que a projeção é de quase 160 bilhões de reais em 2017. “Jovens, que estão trabalhando, se vocês não ajudarem, não patrocinarem, quando bater à porta para se aposentarem, vocês não vão ter o que receber”, declarou Temer. Ele afirmou que o ajuste na Previdência não acontece “de um dia para o outro” e que a proposta vai produzir resultados “mais adiante”.

Assim como está fazendo com a PEC dos gastos, Temer disse que seu governo vai promover uma campanha junto à população para sensibilizar a opinião pública sobre a necessidade da reforma previdenciária.

Teto dos gastos

Michel Temer disse, também que é “quase segura” a aprovação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que coloca um teto no crescimento dos gastos públicos com base na inflação do ano anterior. O plenário da Casa deve votar o texto na próxima segunda-feira, dia 10.

O presidente afirmou que a articulação do governo com a base aliada e as campanhas para ganhar apoio popular à proposta dão segurança ao avanço do texto no Congresso. “Tenho sensação, pelas reuniões com deputados, que há muita possibilidade de aprovação, eu posso dizer aliás que é quase segura a aprovação do teto de gastos”, disse. Temer destacou que seis partidos declararam por conta própria o voto favorável à PEC como “questão fechada”.

O presidente afirmou que não tem receio que uma desaprovação popular da ideia de congelamento de gastos públicos dificulte a tramitação da proposta. “Ao longo do tempo a sociedade sempre cobrou que o Estado contivesse seus gastos públicos, o que não foi feito anteriormente. Resolvemos fazê-lo de uma maneira muito objetiva com essa PEC”, comentou. Ao se dirigir aos desempregados do país, ele afirmou que a medida vai criar credibilidade e confiança para gerar investimentos e permitir a abertura de vagas de trabalho.

Temer reforçou que a campanha publicitária que começou a ser veiculada nesta quarta-feira para convencer a população da importância de conter os gastos é importante para o apelo popular. “Se a opinião popular for sensibilizada, isso também ajuda no voto do parlamentar”, disse.

O presidente citou uma pesquisa recebida revelando que se a medida tivesse sido tomada há quatro ou cinco anos, o país não teria o déficit público registrado hoje. “A proposta do teto de gastos tem previsão de vinte anos, revisável apenas no décimo ano, portanto estamos vendo o longo prazo”, afirmou.

Comentários

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  1. Nelson Marchetto

    Tanto a Previdenciária como a PEC dos gastos são realmente necessárias e terá que serem feitas mas, além disso o governo deveria pensar também em cortar em definitivo os “cargos de confiança” bem como a redução de Ministérios, que os partidos também devem ser chamados a ajudar aprovando não só as medidas de ajustes como conter sua voracidade por cargos públicos e ministérios pois, sempre foi isso, o toma-la-da-cá se eu não tiver ministérios não aprovo medidas pensando só em sí e não no país, garanto que com 12 ou máximo 15 ministérios a administração seria possível, porque as funções espalhadas como estão hoje além de terem como ministros gente profissional em cada área, temos “políticos” que nada entendem das pastas, então a administração fica impossível!!!

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