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Suzano amplia venda de papel em 12,7% no 1º trimestre

Por Eduardo Magossi

São Paulo – As vendas de papel da Suzano somaram 276,2 mil toneladas no primeiro trimestre de 2012, volume que representa um crescimento de 12,4% sobre o primeiro trimestre de 2011, de acordo com o balanço financeiro da empresa divulgado nesta quinta-feira. De todas as vendas realizadas pela empresa no período, 62% foram no mercado interno. Em seguida, vieram a América do Sul e a Central, com 15% do total de papel vendido.

“Concentramos 77% de nossas vendas no Brasil e nas Américas, região onde temos margens melhores”, disse o diretor financeiro da Suzano, Alberto Monteiro. A receita com as vendas de papel foi de R$ 587 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 7,8% ante os R$ 545 milhões em igual período de 2011. Os resultados já incluem a venda do volume adicional vindo da integração da unidade de Limeira, no interior de São Paulo.

Em relação aos papéis para imprimir e escrever, as vendas no trimestre ficaram em 126,1 mil toneladas no mercado interno, volume 21,5% acima do vendido no primeiro trimestre de 2011. Já no mercado de exportação, as vendas de papel para imprimir e escrever somaram 83,2 mil toneladas, alta de 3,4%.

Celulose e câmbio

A alta do preço da celulose no mercado internacional, somada ao dólar mais valorizado, deverá alavancar o resultado financeiro da Suzano no segundo trimestre de 2012. Segundo o diretor financeiro da empresa, Alberto Monteiro, a queda do preço médio de celulose de US$ 850 por tonelada para US$ 750 por tonelada no primeiro trimestre afetou as margens operacionais da empresa em cerca de 10 pontos porcentuais.

A margem Ebitda recuou de 33% no primeiro trimestre de 2011 para 23% no primeiro trimestre de 2012. Parte das perdas registradas pela queda do preço da celulose foi equilibrada pela alta do dólar no período, de R$ 1,67 para R$ 1,77.

Para o segundo trimestre, a Suzano aguarda o retorno do preço da celulose para o patamar de US$ 800 por tonelada na Europa, o principal destino do produto da empresa. Na China, o preço deve ficar em US$ 700 e na América do Norte, em US$ 860. Além disso, a empresa trabalha com a expectativa de um câmbio em torno de R$ 2 no período, o que deve melhorar o resultado da empresa, de acordo com seu presidente, Antonio Maciel Neto.

A receita líquida da Suzano divulgada nesta quinta-feira ficou em R$ 1,038 bilhão entre os meses de janeiro e março, recuo de 1,9% sobre o resultado apresentado no mesmo período de 2011.