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Só consolidação fiscal não traz crescimento, diz Dilma

Na Universidade de Harvard, a presidente reiterou a necessidade de elevação do investimento para garantir retomada

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que apenas a adoção de políticas de consolidação fiscal não será suficiente para garantir a retomada do crescimento da economia internacional. Falando durante palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, ela reiterou a necessidade de elevação do investimento para garantir a retomada da expansão econômica. “Consideramos que só políticas de consolidação fiscal e não políticas de expansão daqueles que podem não contribuem para a retomada do crescimento e da prosperidade”, disse.

A presidente reconheceu que ações monetárias, principalmente as adotadas pelo Banco Central Europeu (BCE), contribuíram para que se evitasse uma crise aguda de liquidez no mercado global, mas voltou a reclamar dos efeitos dessas medidas em países em desenvolvimento, como o Brasil. “O fato de persistirem só em políticas monetárias e, ao mesmo tempo, o fato de os países que não estão na mira dos mercados, ou países que são superavitários, não terem políticas de expansão dos investimentos colocam alguns problemas muito fortes em cima dos países emergentes”, avaliou.

Dilma destacou o que classifica como ‘concorrência desleal’ causada pela desvalorização das moedas dos países desenvolvidos. Esta competição, na avaliação dela, produz graves problemas sobre a indústria manufatureira dos países emergentes, como a brasileira.

A palestra em Harvard foi o último evento previsto na agenda da presidente durante sua visita aos Estados Unidos. Ela deve iniciar sua viagem de volta a Brasília ainda nesta terça-feira.

(com Reuters)