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Site fatura R$ 8 milhões com aluguel de vestidos da alta costura

Fundada em 2012, startup Dress & Go funciona como um 'closet virtual' e já tem 70 funcionários

Após cursarem faculdade de administração do Insper, em São Paulo, onde se conheceram, as recém-formadas Mariana Penazzo e Barbara Almeida ingressaram no segmento que, segundo elas, 99% dos alunos que terminam o curso de administração têm como destino: o mercado financeiro. O início profissional não tirou delas, no entanto, a ideia de empreender – e desse desejo nasceu a Dress & Go, site de aluguel de vestidos de alta costura que nasceu há quatro anos, já conta com 70 funcionários e fatura 8 milhões de reais por ano.

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O site, inspirado no americano Rent the Runway, funciona como um “closet virtual”, no qual estão 2.500 vestidos feitos por 40 estilistas renomados. Nenhuma peça chegou a passar pelas araras das lojas: todas saem das passarelas e vão direto para o portal.

O aluguel é simples: A cliente seleciona o vestido que deseja, escolhe o tamanho, a data em que deseja receber a peça, o tempo que quer ficar com ela – que pode variar de quatro a oito dias – e o CEP de entrega. Depois de efetuar o pagamento, que é feito via cartão e pode ser parcelado em três vezes, o vestido é enviado e costuma chegar em até dois dias. Os valores variam de 150 reais a 1.500 reais. Todos correspondem a 15% do preço de custo na loja.

Em fevereiro de 2013, lançaram o site oficialmente e poucos meses depois, em julho, receberam o primeiro aporte, da A5 Internet Investments, empresa impulsionadora de startups, que investiu 1 milhão de reais no projeto das jovens empreendedoras. “Ter um investidor por trás para dar força para o crescimento da empresa é bom”, diz Mariana. No fim do ano seguinte, em dezembro de 2014, veio o segundo aporte, dessa vez da Kaszek, a maior venture capital da América Latina.

A Endeavor, instituição de apoio a pequenos empresários e que é sediada no prédio do Insper, deu apoio à iniciativa. “Sempre fui apaixonada pelo assunto. Quando resolvemos empreender, a gente era arroz de festa”, diz Mariana. “Estávamos em todos os eventos de empreendedorismo.”

Experiência

A fase pós-faculdade, claro, deu experiência à dupla antes de elas criarem a Dress & Go. Mariana foi responsável pela área de análise de empresas no Credit Suisse Hedging-Griffo. De lá, passou a cuidar da parte de estratégia de desenvolvimento corporativo na LAN Airlines, companhia aérea que logo depois virou Latam. Bárbara, por sua vez, fazia parte da equipe de pesquisa da Fit Participações.

Com a fusão da chilena LAN com a TAM, Mariana viu uma oportunidade de começar a empreender. “Na época pensava: ‘se não der certo, eu mudo”, diz. “Melhor do que ficar à toa.” Não demorou muito, virou chocolatier e abriu o MariCake. Fez cursos no exterior, parcerias dentro do país e começou a fazer bolo sob encomenda. Com o tempo, percebeu que, para crescer, teria de comprar máquinas, automatizar o processo e deixar todo o artesanal, que mais a interessava, de lado. Resolveu abrir mão do hobby para buscar algo mais concreto.

“Eu já tinha deixado de ser chocolatier, e Bárbara também tinha saído da empresa em que trabalhava”, conta Mariana. “Ela tinha a pulguinha do empreendedorismo. Falei para ela: ‘Quero empreender. Topa?’.” Bárbara topou, e o resto é história.

Quais os próximos movimentos da empresa? Para as empreendedoras que faturam com o que sai das passarelas, o avanço ocorre com um passo de cada vez. O próximo é o lançamento do aplicativo para aluguel das peças.