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Sem dinheiro, Petrobras adia exploração da maior descoberta de petróleo após o pré-sal

Instalação da primeira plataforma em águas profundas em Sergipe era prevista para 2018, mas ficará para a próxima década, diz jornal

Com problemas de caixa, a Petrobras adiará o início da operação da maior descoberta de petróleo feita no Brasil após o pré-sal. A instalação da primeira plataforma em águas profundas de Sergipe era prevista para 2018, mas ficará para a próxima década, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Com oito descobertas comunicadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas nos últimos 12 meses, a região é considerada a próxima fronteira petrolífera nacional.

De acordo com projeções extraoficiais, há pelo menos 3 bilhões de barris nas descobertas feitas na região, o que equivale a um quinto das reservas provadas no país ao final de 2014. A estatal previa duas plataformas para a região nesta década: a primeira, com início das operações em 2018 e a segunda, em 2020. O novo Plano de Negócios da empresa, porém, não faz menção às unidades.

A Petrobras confirmou o adiamento em nota enviada à Folha. “Os projetos continuam na carteira da Petrobras, em data posterior a 2020 sem prejuízos à curva de produção prevista no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 da companhia”. A Petrobras tem como sócios nos projetos as indianas OGNC e IBV Brasil, joint venture entre Bharat Petroresources e Videocon Industries.

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A estatal decidiu focar investimentos no pré-sal e decidiu reduzir sua meta de produção em 2020 de 4,2 milhões para 2,8 milhões de barris de petróleo por dia. A queda é resultado do corte de nove plataformas de produção previstas no plano anterior. “Esperávamos um adiamento [das plataformas em Sergipe], mas achávamos que o início da produção ainda seria mantido para antes de 2020”, diz o consultor especial do governo do Estado para a área de petróleo e gás, José de Oliveira Júnior.

Entre os motivos para o adiamento, técnicos do setor apontam o baixo preço do petróleo e a ausência de infraestrutura para o escoamento de gás natural na região, investimento que amplia substancialmente os custos para o início da produção.

(Da redação)