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Schincariol prioriza resultados financeiros em 2012

Por Suzana Inhesta

São Paulo – O presidente da fabricante de bebidas Schincariol, Gino Di Domenico, disse nesta terça-feira que 2012 será um ano de “entrega de resultados financeiros” para a companhia. Em 2011, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 78,1 milhões ante um lucro líquido de cerca de R$ 50 milhões em 2010. O executivo participou da abertura da 28ª Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, realizada em São Paulo.

Segundo Di Domenico, a integração com a Kirin foi completada no final do ano passado. A aquisição completa da Schincariol pelo grupo japonês foi feita em novembro. “Entramos 2012 como uma companhia única e com governança corporativa definida”, disse Di Domenico.

O executivo explicou que o Conselho de Administração da Schincariol é formado por três executivos da Kirin – dois residentes no País e um do conselho da Kirin no Japão -, além de três brasileiros (ele; Fernando Mitre, ex-presidente da IBM e Vinicius Prianti, ex-presidente da Unilever). “A grande oportunidade que temos com a gestão Kirin é evoluir em aportes tecnológicos e desenvolvimento de produtos, em todas as categorias de bebidas”, destacou.

O presidente da Schincariol também comentou que, no momento, a empresa trabalha no desenvolvimento de um plano de médio e longo prazo. “Nesse plano, de anos, vamos definir o papel e as prioridades de cada uma das categorias de bebida que temos, inclusive os aportes tecnológicos que cada uma receberá”, disse, sem informar, no entanto, qual categoria será o foco da companhia neste ano.

Questionado sobre qualquer intenção da empresa para a fabricação local dos itens da Kirin, Di Domenico disse que nesse ano “ainda não”, porque há uma parceria com a Tozan, que distribui e comercializa os produtos da Kirin no Brasil. Porém, uma produção local estará no plano de médio e longo prazo da companhia.

O executivo não quis comentar a alta na tributação do setor, que entrará em vigor a partir de outubro, já que a Schincariol e as outras três grandes do setor (Ambev, Petrópolis e Heineken) estão sendo representadas pela Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil).

Di Domenico disse, no entanto, que, por enquanto, a empresa planeja investir entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões nesse ano em expansão da capacidade, tecnologia da informação, inovações e logística. “Não estamos olhando aquisições, até porque fomos comprados há pouco tempo. Estamos olhando o crescimento orgânico, pois o consumo de bebidas no País, no geral, está crescendo e tende a aumentar mais”, ressaltou.