Satélite brasileiro quer levar banda larga a áreas remotas

O satélite lançado nesta quinta deverá levar banda larga a 100% do território nacional, de acordo com o governo, e proteger comunicações estratégicas

O primeiro satélite geoestacionário brasileiro voltado à defesa e comunicações estratégicas foi lançado nesta quinta-feira, da Guiana Francesa. O satélite deverá, entre outras funções, levar banda larga a 100% do território nacional, de acordo com o governo.

O nome geoestacionário quer dizer que o satélite gira sobre um ponto do equador com um período igual ao de rotação da Terra e, por isso, parece estar parado.

Para o presidente Michel Temer, a banda larga poderá chegar a qualquer ponto do Brasil. “Vamos democratizar o fenômeno digital do nosso país, já que a banda larga vai atingir todos os recantos do Brasil. Ou seja, quem tiver no Amazonas, ou em outro canto, poderá ter acesso à banda larga, portanto. É um grande momento para o nosso governo e para o povo brasileiro”, disse o presidente.

A partir de agora, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.

O lançamento, feito do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, foi acompanhado no Brasil pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na sede do VI Comando Aéreo Regional, em Brasília.

“Apenas no Ministério da Educação, em um convênio já celebrado com a Telebras, são 7 mil pontos mapeados de equipamentos públicos municipais, estaduais ou da União que serão em alguns meses dotados de equipamentos que permitirão o acesso à banda larga, fazendo com que a educação seja de melhor qualidade”, afirmou o ministro Kassab.

Segundo ele, graças à transferência de tecnologia adotada na construção do satélite geoestacionário, em algumas décadas, o país terá soberania para produzir seus próprios satélites.

Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o país passa a ter independência na área. “As comunicações estratégicas do governo estarão blindadas de qualquer tentativa de obter essas informações que são essenciais para os brasileiros e brasileiras”.

Satélite

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. O equipamento foi adquirido pela Telebras e será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.

O satélite vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka será usada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga, especialmente em áreas remotas.

(Com Agência Brasil e AFP)

Comentários

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  1. artur mendes

    ok, pra baixo todo santo ajuda. mas eh o upload? como o usuario la no rincao do brasil, vai enviar o confirma, o “return” prum satelite que esta a 40 mil kilometros? Senhores da Veja, faltou explicar isso. Artur Memdes, Campinas

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  2. artur mendes

    Ok, pra baixo todo santo ajuda. Mas e o upload? Como o usuario, la no rincao do brasil, vai enviar o confirma, o “return” o “enter” prum satelite que esta a 36 mil kilometros? Sera q o Kassab esqueceu q internet eh uma via de mao dupla? Artur Mendes, Campinas

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  3. Suprassumo Top

    O objetivo da tecnologia é permitir que empresas e pessoas desenvolvam seus produtos agregando valor e tendo lucros maiores, assim ajudando a sociedade como um todo, não apenas “areas remotas”. Do ponto de vista do Estado gastador e ineficiente, levar tecnologia para áreas remotas é o mesmo que abrir um McDonalds no meio da Floresta amazônica, pago com imposto público da maioria da população. Quer ajudar área remotas? Prendam os corruptos. E não soltem!

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