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Safra em chamas, vinho mais caro

Em 2016, o clima na Europa fez derrubar a produção mundial de vinhos ao menor volume em mais de meio século. Agora, há outra ameaça: os incêndios

No ciclo de desenvolvimento das uvas viníferas, o ideal é que as estações sejam bem definidas e de preferência da seguinte maneira: frio no início do crescimento dos frutos, chuvas espaçadas no meio e calor no final. Mudanças inesperadas, como geadas ou chuvas torrenciais fora de época, podem afetar o amadurecimento adequado, resultando em um vinho de pior qualidade e reduzindo o volume produzido. Foi o que ocorreu no ano passado em algumas das principais regiões produtoras da Europa. De acordo com estimativas divulgadas em 24 de outubro pela Organização Internacional de Vinhas e Vinhos (OIV), houve uma severa quebra de safra causada pelo clima, e o volume da oferta mundial diminuirá em 8%. Serão quase 3 bilhões de garrafas a menos sendo vendidas no mercado neste ano, o que representa a menor oferta desde 1961.

Os países mais afetados foram os três principais produtores: Itália, Espanha e França. A preocupação agora é com a safra de 2018. No início do mês, incêndios na região norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, destruíram milhares de hectares de vinhedos. Foram registrados incêndios também em áreas produtoras na Espanha, em Portugal e na Austrália. Em meio a essa crise toda, os vinhos de qualidade superior da Europa tendem a ficar mais caros quando chegarem às prateleiras.

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