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Rombo do setor público chega a R$ 23,5 bilhões em fevereiro

O número representa a diferença entre as receitas e as despesas, sem considerar o pagamento da dívida pública

O déficit primário nas contas do setor público consolidado atingiu 23,5 bilhões de reais em fevereiro, o pior resultado para este mês desde o início da série histórica, em 2001. O número foi divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central e representa a diferença entre as receitas e as despesas, sem levar em conta o dinheiro destinado ao pagamento da dívida pública.  Em janeiro, o governo havia registrado um superávit de 36,712 bilhões de reais, e o rombo em fevereiro de 2016 foi de 23,040 bilhões de reais.

O déficit de fevereiro deste ano é resultado de um rombo de 28,8 bilhões de reais do Governo Central (governo federal, Banco Central e Previdência Social), enquanto os governos regionais e as empresas estatais tiveram superavit de 5,3 bilhões de reais e 46 milhões de reais, respectivamente.

No acumulado do ano, o setor público como um todo tem um superávit acumulado de 13,244 bilhões de reais. Em doze meses, o deficit primário é de 147,4 bilhões de reais (equivalente a 2,34% do PIB). A proporção do PIB ficou estável em relação ao valor registrado, segundo o BC.

A meta estabelecida pelo governo no Orçamento – e aprovada pelo Congresso – é fechar o ano com um rombo de 143,1 bilhões de reais. A conta inclui o governo federal, estados, municípios e empresas estatais.

Na última quinta-feira, o Tesouro divulgou o resultado para fevereiro do governo central, o pior déficit da história para o mês na série iniciada em 1997, de 26,263 bilhões de reais. O resultado primário do BC para o governo central é diferente do anunciado pelo Tesouro em razão de diferenças na metodologia das contas feitas pelas duas instituições.

Comentários

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  1. Sergio Cihgral

    …claro, o setor privado em recessão deixa o Estado sem receita e a classe política continua aumentando seus gastos de forma acintosa, leiloando cargos e criando ministérios, legislando para aumentar os gastos com partidos, mordomias nunca cortadas mas mantidas e acrescidas; enfim, é um quadro grotesco onde os componentes da classe política agem como quem abandona um navio, então, cada um que pegue o máximo que puder, porque vai afundar mesmo…

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