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Revisão de resgate é urgente, diz Grécia

Primeiro-ministro, Alexis Tsipras, espera finalizar revisão para convencer os gregos de que seus sacrifícios estão compensando após seis anos de austeridade.

A revisão do resgate da Grécia tem que ser concluída imediatamente, disse o gabinete do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, nesta segunda-feira. Com uma frágil maioria parlamentar, Tsipras espera finalizar a revisão para convencer os gregos de que seus sacrifícios estão compensando após seis anos de austeridade.

“A negociação tem que ser concluída imediatamente, sem demandas irreais por medidas adicionais além daquelas definidas no acordo de resgate de julho”, disse o gabinete de Tsipras. A revisão vai desbloquear cerca de 5 bilhões de euros em fundos de resgate.

As negociações sobre o progresso fiscal do país foram retomadas em meio à tensão após o vazamento, pelo WikiLeaks, de uma transcrição na qual três autoridades sêniores do FMI discutem táticas para pressionar a Grécia, Alemanha e a União Europeia a chegarem a um acordo em abril.

O Ministério de Finanças alemão acredita ser realista esperar que a revisão do programa de ajuda à Grécia, concedido por credores internacionais, seja concluída no fim deste mês ou começo do próximo. “Ambos acreditamos que a Alemanha e o FMI não ficarão divididos em relação a isso”, comentou Martin Jäger, porta-voz do ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

A notícia, vazada no sábado pelo WikiLeaks, e a reação do governo grego levaram ontem a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, a refutar como “bobagem” alegações de que o Fundo estaria tentando levar a Grécia a um calote.

Em carta ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, Lagarde também alertou que a confiança mútua entre o FMI e Atenas foi prejudicada pelo vazamento. Ela também demonstrou preocupação com a implementação do programa, num ambiente de extrema sensibilidade a comentários de ambos os lados.

A Grécia e seus credores ainda precisam concluir a revisão do pacote de ajuda a Atenas, de até 86 bilhões de euros (98 bilhões de dólares). Conversas sobre cortes orçamentários e reformas que os gregos precisarão fazer, como parte do resgate, foram retomadas no início de abril, após serem interrompidas durante o período de Páscoa.

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(Com Estadão Conteúdo)