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Renda fixa lidera rendimentos no 1º semestre

Até junho, a alta acumulada dos CDIs foi de 4,47%. Lanterna foi o dólar, que registrou queda de 6,11% nos rendimentos

Os fundos de renda fixa, conhecidos como CDI, foram os ativos mais rentáveis para o investidor no primeiro semestre deste ano. Até junho, a alta acumulada foi de 4,47%, seguida pelos CDBs, com rendimento médio de 4,05%. A lanterna ficou com o dólar comercial, que recuou 6,11% no período.

Já o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), principal termômetro do mercado acionário brasileiro, retomou sua liderança no ranking mensal após fechar maio no vermelho. Em junho, a Bolsa apresentou alta de 3,77%. No semestre, de 3,23%.

“Daqui para a frente a Bolsa ainda vai apresentar muita volatilidade, sobretudo por causa das eleições, que, aliás, vão mexer ainda com ativos como o câmbio”, diz Michel Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper.

Para Fabio Colombo, administrador de investimentos, o dólar deve permanecer no patamar atual, ao menos até as eleições. “Acho difícil o dólar ficar abaixo de 2,20 reais, pois o governo precisa segurar a inflação.”

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Apesar de liderar o rendimento no semestre, a renda fixa tem pagado pouco ao investidor. “O ganho real ainda é muito pequeno. Com a Selic a 11%, se você tirar a taxa de administração, o imposto de renda e a inflação, o que sobra é algo em torno de 1 a 2% ao ano”, afirma Colombo. Assim, as dicas são ficar atento às taxas e só mexer na aplicação de dois em dois anos para pagar a menor alíquota do imposto de renda”. “A bolsa é onde vejo a maior perspectiva para quem não vai mexer muito e pode pensar no longo prazo”, diz.

Já para Viriato, do Insper, o importante é diversificar e se proteger da inflação. “O investidor brasileiro é quase um viciado em CDI. Ele deveria pensar nos fundos referenciados à inflação, do Tesouro Direto”, diz.

(com Estadão Conteúdo)