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Reforma incentiva pouco a contratar funcionários, diz pesquisa

Para 45,5% dos entrevistados, a reforma incentiva pouco a contratação de funcionários

A reforma trabalhista sozinha parece não incentivar muito os empresários a abrirem novas vagas de emprego. Isso é o que mostra levantamento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com 495 indústrias do Estado.

Para 45,5% dos entrevistados, a reforma incentiva pouco a contratação de funcionários. Para outros 27,5%, a reforma não incentiva em nada a geração de empregos. Só 22,2% disseram que a reforma incentiva muito na criação de novos postos de trabalho.

“A reforma sozinha tem um poder pequeno de geração imediata de vagas”, afirma o assessor de assuntos estratégicos da Fiesp, André Rebelo.

Para ele, entretanto, a modernização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), publicada em 1943, trará um ambiente melhor de negócios para o empresário.

“Uma lei ruim não cria emprego, pelo contrário, uma lei ruim evita a geração de vagas. Mas um avanço na legislação incentiva a criação de novos postos”, afirma Rebelo.

A maioria das empresas entrevistadas concorda, pelo menos parcialmente, com as mudanças propostas pela reforma, como valorização das negociações e acordos coletivos e com a possibilidade de parcelamento das férias em três vezes, regulamentação da jornada de 12×36, intervalo para almoço de 30 minutos e teletrabalho (home office).

Segundo Rebelo, um dos pontos positivos da reforma é que ela amplia a segurança jurídica dos empregadores na hora da demissão. Pelas leis atuais, os trabalhadores podem entrar com ações contra os antigos patrões até dois anos após a demissão para questionar pagamentos realizados nos últimos cinco anos.

Com o argumento de evitar a ‘judicialização’, a reforma propõe mecanismos para inibir a abertura de ações judiciais. Um deles prevê que os trabalhadores assinem anualmente um termo de quitação de débitos trabalhistas.

“Somos muito mais modernos do éramos nos anos 40, temos capacidade para negociar. A segurança jurídica permite que acordos firmados entre sindicatos e empresas não sejam contestados depois na Justiça”, diz Rebelo.

A reforma trabalhista foi aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados. O texto segue agora para análise do Senado

Comentários

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  1. Ricardo Andreucci

    Essa tal pesquisa foi feita exclusividade com os empresários ? Senao, de nada vale. De qualquer forma, a reforma facilita e permite investimentos extrangeiros no Brasil.

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  2. Ronaldo Magnavacca

    É preciso paralelamente fazer também uma reforma no sistema tributario. O empresario ao pagar menos impostos, poderia gerar mais empregos, da mesma forma que está pretendendo fazer nos EUA.
    Imaginem se pudesse diminuir 20 pontos percentuais no imposto de renda da pessoa jurídica e uns 15 pontos percentuais da pessoa física. Com certeza haveria maior estimulo a geração de empregos e no consumo.

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  3. Ué não vendida ao povo brasileiro a ideia que com a reforma trabalhista o emprego iria aumentar, assim como foi vendida a ideia de que os juros do cartão de crédito iria baixar mas agora foi dito que por conta da inadimplência não ocorrerá? Acorda povos analfabeto funcional que tudo aceita sem questionar, os governantes que aí estão só servem a uma coisa: seu próprio bolso. Atentem também que a reforma da previdência acabará em nada pois as pessoas, sempre com mais de 40 anos serão despedidas não haverá mais mercado de trabalho para elas e viverão na rua da amargura até o fim de deus dias, assim como para os jovens que não serão aceitos nas vagas por conta da falta de experiência, aí vira uma nova reforma porque o governo não arrecadará mais para sustentar seu luxo e o povo? Para o povo pão e circo!

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  4. Januario Neto Souza Neto

    É muita pilantragem da midia como a propria Veja. tá vendo que no setor privado 99% dos trabalhadores não tem como negociar, é um contrato de adesão, se não, tem um exercito de mão de obra querendo a vaga é deleite para os empresarios burros, pois, numa sociedade em que a familia e a religião não domina mais o pensamento da sociedade, essa massa de miseraveis vai ser também um exercito para criminalidade, pois, nem todos vão aguentar viver com trabalhos precarizados. É isso elite Brasileira, o exercito e a policia tem que servir para alguma coisa. o problema é que muitos inocentes vão pagar o pato da fiesp, se essa violencia só atingisse os apoiadores dessas mudanças aí sim, estaria satisfeito.

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  5. Jose Marcos de Rossi

    Em relação a pesquisa, qual o perfil dos entrevistados? Eles têm relevância no geração de empregos? Qual o conhecimento que possuem sobre a atual legislação e as mudanças propostas?

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  6. Roberto Negromonte Santos Negromonte

    Essas pesquisas são verdadeiras pérolas! todo resultado,é contra o presidente Temer e suas decisões e tentam desesperadamente alavancar um defunto; já podre, como candidato a presidência! meninos! falem sério…

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  7. Robson La Luna Di Cola

    Além da baixa produtividade de nossa economia, temos esta maldita globalização. Algumas décadas atrás, tínhamos uma maravilhosa indústria de roupas e calçados. Que foi destroçada, pelas importações de produtos de países que matam seus funcionários com super-jornadas, e acidentes do trabalho. E destroem o meio-ambiente. E vejam o tombo que levamos com a queda abrupta dos preços das commodities. ACORDEM! Precisamos de uma economia voltada basicamente para o consumo interno.

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  8. e a reforma tributaria? ….politica? tambem ajudaria!

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