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Produção industrial cai 2,4% em novembro, diz IBGE

Foi a sexta retração mensal seguida do indicador e a mais forte desde dezembro de 2013, quando a baixa foi de 2,8%

A produção industrial brasileira teve queda de 2,4% em novembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira. Foi a sexta retração mensal seguida do indicador e a mais forte desde dezembro de 2013, quando a baixa foi de 2,8%. Considerando apenas meses de novembro, o desempenho é o pior desde 2008, quando o tombo foi de 4,4%.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção recuou 12,4%, a 21ª seguida e a maior acentuada desde abril de 2009. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,95% na variação mensal e de 10,3% na base anual.

No ano, a produção da indústria acumula queda de 8,1% até novembro. Em 12 meses, o recuo é de 7,7%.

Entre os 24 ramos pesquisados, 14 apresentaram recuo na comparação mensal, com destaque para as indústrias extrativas, com queda de 10,9%, bem como as de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que caíram 7,8%

“Vale destacar que, nesse mês [novembro], esses ramos foram influenciados pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Mariana (MG) e pela greve dos petroleiros”, destacou o IBGE.

Outras contribuições negativas importantes vieram de produtos alimentícios (-2,2%), produtos de minerais não-metálicos (-3,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,9%), entre outros.

Na contramão, o setor de veículos teve alta de 1,3%, seguido pelo de metalurgia (1,4%), de bebidas (1,4%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%).

Entre as categorias econômicas, como é organizada a indústria, bens intermediários tiveram a maior queda, de 3,8%. Bens de consumo duráveis recuaram 3,2%, assim como bens de capital, que caíram 1,6%. O setor de bens de consumo semi e não-duráveis foi o único a mostrar crescimento (0,4%).

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(Da redação)